Eleições deram vitória clara da coligação e maioria à esquerda

Miguel A. Lopes / Lusa

O lider do PSD, Pedro Passos Coelho, acompanhado pelo líder do CDS-PP, Paulo Portas (D), após o discurso da vitória nas eleições legislativas

O lider do PSD, Pedro Passos Coelho, acompanhado pelo líder do CDS-PP, Paulo Portas (D), após o discurso da vitória nas eleições legislativas

A coligação Portugal à Frente venceu as Eleições Legislativas 2015 com uma votação próxima dos 38,5%, contra 32,3% dos votos no Partido socialista.

A coligação PSD/CDS perdeu este domingo, em comparação com 2011, mais de 720 mil votos, mas foi a força política mais votada, com uma vantagem clara de quase 7% para o PS..

Com estes resultados eleitorais, e quando faltam atribuir ainda os 4 mandatos eleitorais pelos círculos Europa e Fora da Europa, a Coligação conseguiu eleger 104 deputados, ficando a 12 dos 116 necessários para uma maioria absoluta.

Este resultado permite ao PSD, com 86 deputados garantidos, manter-se como o maior grupo parlamentar – com mais um deputado eleito do que os 85 mandatos conseguidos pelo PS.

Se se repetirem os resultados de 2011 nos círculos da emigração, onde o PSD elegeu 3 deputados e o PS um, os sociais-democratas passariam a ter 89 parlamentares, enquanto o PS se ficaria pelos 86.

No seu discurso de vitória, Passos Coelho anunciou um acordo de governo com Paulo Portas e estar disponível para entendimentos com o PS.

O Partido Socialista mantém a segunda maior representação no parlamento, com mais deputados do que em 2011, escrutínio em que obteve 83 mandatos. O líder do partido, António Costa, já anunciou que não se demite.

O Bloco de Esquerda é a terceira força mais votada, com 10,2% dos votos e 19 deputados eleitos. Este é o melhor resultado de sempre do BE.

O CDS deverá obter a quarta maior representação parlamentar, com os 18 deputados eleitos no seio da Coligação PàF. Em 2011, os democratas-cristãos conseguiram eleger 24 parlamentares.

A CDU, com 8,2%, ganha votos relativamente às eleições de 2011, mas perde a sua posição relativa para o Bloco de Esquerda, à frente do qual tinha ficado há 4 anos.

A coligação PCP/Verdes ganha também deputados face a 2011, ano em que obteve 16 mandatos, face aos 17 deputados eleitos este ano.

O líder da CDU, Jerónimo de Sousa, saúda a “grande derrota da coligação” e diz que PS tem condições para governar.

Pequenos partidos falham, PAN elege deputado

O novo partido PAN – Pessoas Animais Natureza, obteve 1,4% dos votos, mas atingiu 2% no círculo eleitoral de Lisboa, resultado que lhe permite eleger um deputado pela capital.

O PAN será o único dos pequenos partidos a eleger um deputado, o dirigente do partido André Silva.

Os restantes pequenos partidos que se apresentaram a estas legislativas não conseguiram eleger qualquer deputado,

António Marinho e Pinto, presidente do Partido Democrático Republicano, assumiu que o PDR falhou por não ter conseguido alcançar o objetivo de eleger um grupo parlamentar.

“Falhámos porque pretendíamos eleger um grupo parlamentar e não conseguimos”, disse aos jornalistas Marinho e Pinto.

O cabeça de lista do Livre/Tempo de Avançar, Rui Tavares, assumiu a derrota, considerando sentir-se honrado e orgulhoso pelo trabalho desenvolvido desde a criação do partido.

“Não atingimos os resultados que queríamos atingir e isso significa evidentemente, do ponto de vista político, uma derrota”, afirmou.

Abstenção de 43,07 %, a maior de sempre em legislativas

Apesar das projecções iniciais e dos votos registados às 16.00h apontarem para uma participação elevada dos eleitores, a abstenção nas Eleições Legislativas 2015 acabou por ficar nos 43,07%.

Esta é a maior abstenção de sempre registada em eleições legislativas. Nas legislativas de 2011, a abstenção situou-se nos 41,9%.

ZAP / Lusa

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10 COMENTÁRIOS

  1. Tal como é exigida prova de não dívida à SS à AT para garantir acesso a alguns programas, também deveria ser exigida prova de que não se absteve do seu dever cívico para ter acesso a outros programas de carácter social ou financeiro.
    Para acedermos a direitos temos de provar que cumprimos o nosso dever.

    • Pois amigo eu fui cumprir o meu dever mas já em algumas ocasiões não fui por não acreditar em nenhuma das pessoas que se apresentavam ao Pais,pergunto acha mal por não acreditar não o fazer? Se acha isso então de certeza já votou muitas vezes sem acreditar no que está a fazer, eu não o faço pois não me interessam partidos mas sim pessoas.
      Também deveria ser exigida em cada fim de legislatura tudo preto no branco sobre esses anos de governação ao povo de tudo o que foi gasto e que entrou nos nossos cofres,ai sim poderiam também exigir o que está a querer dizer.
      Quanto a esta frase – Para acedermos a direitos temos de provar que cumprimos o nosso dever. Amigo que venha primeiro o exemplo de cima que verá o povo responder da mesma maneira.

    • O meu dever cumpro-o no trabalho e na família, não com políticos que se enchem com o meu voto. Ao resto não me sinto com obrigação nenhuma.

    • Voto obrigatório? Mas vivemos nalguma ditadura? Nem Salazar nos obrigou a votar. A mim ninguém me obriga fica sabendo, Ainda tenho honra e coragem para contrariar. Não sou lambe-botas de nenhum partido porque nenhum deles me dá nada.

  2. E quem nao acrdita no sistema democratico existente ??? Deve ser obrigado a acreditar???
    Nao existe peor Ditadura que aquela disfraçada de Democracia.

    Onde está a Democracia em Portugal??? No momento do voto somente??

    Portugal foi dominado por uma classe( acima da classe politica) que governa na sombra, mas que decide os passos seguintes. Maçonaria…

  3. Apoiado Arribas, de qualquer maneira governar e ter bolas para o fazer é outra historia pois com maioria é fácil demais governar agora é que se vai verificar se estes governantes tem as bolas no sitio para o fazer e não desistem pois um simples homem ou mulher do povo não o faz em sua casa tentando sempre se governar com o que nos tem feito desde a vários anos e como eles tem dito com o nosso sacrifício, agora então vamos ver os sacrifícios que são capazes de fazer mesmo que tenham de remar contra todas as marés ou se já lhes chega o que enriqueceram e mandam como é costume o Pais a fava com desculpas que não os deixam governar.

  4. Houve sapos. Muitos sapos. No PS e jornalistas inclusive…
    Pela primeira vez assisti a uma conferência de imprensa em que o 1º jornalista a colocar questão é “atropelado”, no caso por António Costa tendo anunciando “José M.Mestre vai ter o privilégio de fazer a primeira…” depois virou-se para o lado oposto e proferindo o nome duma jornalista deu-lhe a oportunidade de colocar nova questão e assim repetiu a nomeação do 3º jornalista do lado oposto e J.M.Mestre ter sido autor de 3 questões.
    Conferência de imprensa direccionada ou por encomenda?

  5. Mas votar faz algo? Pensemos: Alguem eleito por um circulo restrito dentro de um partido é posto a votos pelo povo. Pergunto de novo: Votar faz algo? Como pode um voto fazer algo quando é secreto e manipulável? vá lá portugues acorda que isto é tudo “projecção” metida na tua cabeça para te fazer achar que necessitas de lider para levar este país para a frente..

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