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Jovem que estava desaparecida é a segunda vítima mortal portuguesa

Quique Garcia / EPA

O primeiro-ministro, António Costa, confirmou hoje que a rapariga de 20 anos que estava desaparecida após o atentado terrorista de quinta-feira em Barcelona, Espanha, é a segunda vítima mortal portuguesa.

A jovem que se encontrava desaparecida após o atentado desta quinta-feira nas Ramblas, em Barcelona, foi identificada como uma das vítimas mortais do ataque, revelou este sábado o primeiro-ministro, António Costa.

Os pais da jovem foram tinham sido na sexta-feira chamados pelo Instituto Forense de Barcelona, para verificarem a identidade de uma das vítimas que se encontravam por identificar, por haver suspeitas de que entre elas se pudesse encontrar a portuguesa desaparecida.

“O Instituto Forense acaba de chamar os pais da jovem que até agora não se tinha encontrado, no sentido de verificarem se no conjunto das vítimas mortais, se encontra a jovem desaparecida”, afirmou esta sexta-feira José Luís Carneiro.

A jovem, de 20 anos, é neta da primeira vítima portuguesa, de 74 anos, com quem se encontrava nas Ramblas na altura do atentado. As vítimas residiam na região da Grande Lisboa.

As duas portuguesas tinham chegado poucas horas antes à cidade para umas férias e decidiram dar um passeio nas Ramblas, revelou o secretário de Estado das Comunidades. “A jovem tinha estado de férias com o pai e vinha a Barcelona com a avó, que era a sua confidente, passar 8 dias”, explicou José Luís Carneiro, na sede do Governo da Catalunha.

“Chegaram, instalaram-se, contactaram com a família e foram dar um pequeno passeio. E foram colhidas neste acidente trágico“, disse o governante português, que hoje de manhã se reuniu com a família para dar a notícia da morte da jovem.

Os pais “estão destroçados, por várias circunstâncias. Primeiro porque foram colhidos pela surpresa da morte da mãe deste português e ficaram estas horas sem saber do paradeiro da sua filha, isso em si mesmo é muito trágico”, disse o secretário de Estado.

Ainda assim, o responsável acredita que o processo de identificação das vítimas “foi muito rápido”. Na sexta-feira, contou, foi necessário fazer visitas às unidades hospitalares para verificar se esta jovem de 20 anos estava entre os feridos. “Depois dessa verificação, chegámos à conclusão de que não se encontrava nessas circunstâncias“, recordou.

De seguida, foi necessário recolher as impressões digitais da jovem, que tiveram de ser autorizadas pelo instituto de registos e notariado em Lisboa e chegaram ao fim do dia de sexta-feira a Barcelona.

“Depois a família foi chamada ontem, por um lado para certificar a senhora mais idosa – a avó. E foram também recolhidos outros elementos necessários aos testes de ADN. Entre ontem e hoje foram realizados esses testes e confirmou-se o pior cenário“, concluiu.

Os autores dos atentados de Barcelona e Cambrils, que provocaram pelo menos 14 mortos e 135 feridos, estavam a preparar uma ação de “grande envergadura”, afirmou hoje em conferência de imprensa o porta-voz da polícia catalã.

O ataque de Barcelona, no qual uma furgoneta branca avançou na tarde de quinta-feira sobre a multidão nas Ramblas, grande avenida do centro da capital catalã, matando 13 pessoas, foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico.

Horas depois, de madrugada, cinco homens a bordo de um automóvel Audi A3 atropelaram um grupo de pessoas em Cambrils, Tarragona, uma estância balnear a cerca de 100 quilómetros de Barcelona, fazendo um morto e cinco feridos.

  ZAP // Lusa

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