Passos anuncia acordo de governo com Portas

José Sena Goulão / Lusa

O presidente do Partido Social Democrata (PSD), Pedro Passos Coelho, e o presidente do CDS, Paulo Portas, da "Coligação Portugal à Frente" (PàF) cumprimentam-se após reagir aos resultados das Eleições

O presidente do Partido Social Democrata (PSD), Pedro Passos Coelho, e o presidente do CDS, Paulo Portas, da “Coligação Portugal à Frente” (PàF) cumprimentam-se após reagir aos resultados das Eleições

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, afirmou esta noite que os partidos da coligação saberão “ler e respeitar” que os portugueses tenham transmitido com “total clareza” que querem que sejam governo mas sem maioria de mandatos no parlamento.

“Os portugueses quiseram, com total clareza que PSD e CDS sejam governo por mais quatro anos, mas não nos deram uma maioria absoluta de mandatos. Saberemos ler e respeitar essa dupla circunstância“, afirmou Paulo Portas, sublinham que isso implica um esforço para uma “política responsável, de abertura e de compromisso”.

Ao secretário-geral do PS, António Costa, avisou Paulo Portas que “não é possível transformar uma derrota nas urnas numa espécie de vitória de secretaria“.

“A diferença entre coligação e PS andará pelos 7%. A derrota do PS é inabalável. O resultado socialista fica na casa do que obteve nas eleições europeias cujas consequências foram as que se conhecem, mas isso não são contas do nosso rosário”.

Passos anuncia acordo de governo com Portas

O presidente dos sociais-democratas, Pedro Passos Coelho, anunciou que PSD e CDS-PP vão reunir “de forma muito expedita” os respetivos órgãos nacionais para formalizar um acordo de Governo, na sequência da vitória nas legislativas.

Já acertei com o doutor Paulo Portas, em consequência do resultado que registámos nestas eleições, que iremos promover de forma muito expedita à convocação dos órgãos nacionais dos respetivos partidos para formalizar um acordo de Governo, que sempre esteve subjacente ao acordo de coligação”, declarou Passos Coelho, num hotel em Lisboa onde a coligação PSD/CDS-PP acompanhou a noite eleitoral.

Com o presidente do CDS-PP, Paulo Portas, ao seu lado, Passos Coelho acrescentou que “nestes primeiros dias da semana faremos, como nos compete, o passo que é indispensável para que se possa comunicar ao senhor Presidente da República que a força política mais votada nas eleições está disponível para formar o Governo, e com isso contrair todas as responsabilidades inerentes aos resultados das eleições”.

O presidente dos sociais-democratas afirmou a coligação PSD/CDS-PP, sem maioria absoluta, procurará entendimentos com o PS no parlamento para fazer reformas como a da Segurança Social e irá ao encontro de todas as forças europeístas.

“Não deixaremos de ir ao encontro daqueles que, como é o caso do PS, no novo parlamento se filiam numa opção europeia e respeitando as regras da zona euro”.

Quem ganha as eleições governa

A vice-presidente do CDS-PP Assunção Cristas defendeu que a coligação PSD/CDS-PP é o “vencedor claro” das eleições legislativas e deve ser chamada a governar porque “quem ganha as eleições governa”.

“Quem ganha as eleições governa, quem ganha eleições deve governar. E nós estamos preparados deste lado para governar”, afirmou Assunção Cristas numa declaração aos jornalistas, ao lado do vice-presidente do PSD Jorge Moreira da Silva.

Para a ‘vice’ centrista e ministra da Agricultura, os resultados apurados já permitem afirmar de “forma clara e inequívoca” que “há um vencedor claro” e que “o PS não atingiu nenhum dos seus objetivos”.

“Os dados mostram que há uma diferença muito significativa entre o primeiro e o segundo classificado nestas eleições. Entendemos que os portugueses quiseram dizer de forma muito construtiva, de forma muito clara, de forma muito sublinhada, quem é que queriam ver a governar o país”, declarou.

Assunção Cristas afirmou que “o PS não atingiu nenhum dos seus objetivos”, porque “inicialmente traçou como objetivo a maioria absoluta, não a alcançou. Depois baixou a fasquia mas traçou como objetivo vencer as eleições, não o alcançou”.

/Lusa

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2 COMENTÁRIOS

  1. “Assunção Cristas defendeu que a coligação PSD/CDS-PP é o “vencedor claro” das eleições legislativas e deve ser chamada a governar porque “quem ganha as eleições governa””… Mas estamos a brincar? Então o CDS-PP ganhou as anteriores eleições? Ficou em terceiro! A memória é fraca… Se calhar devia comer umas couvinhas para lhe avivar a memória.
    Quem ganha as eleições é quem tem mais deputados na Assembleia. Foi isso que fizeram na legislatura que está quase a acabar. Ainda é cedo para ver quem vai ter mais deputados… Quem sabe se “outros partidos”; para bem de Portugal, (que bem precisa) se juntem e façam a mesma coisa que o PSD e o CDS fizeram na última legislatura… Espero que sim… E de “uma forma clara”!

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