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OE2022: Catarina Martins diz que Governo “talvez queira” uma crise política

Mário Cruz / Lusa

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martinscatarina

A coordenadora do BE, Catarina Martins, acusou hoje o PS de não querer uma solução para o Orçamento do Estado, considerando que o Governo “talvez queira” uma crise política e eleições antecipadas, o que será “uma tremenda irresponsabilidade”.

“Porque é que o Governo diz que não a propostas tão sensatas, tão ponderadas, tão fundamentais? O Governo quer uma crise política? Talvez queira. É de uma enorme irresponsabilidade”, respondeu aos jornalistas Catarina Martins a propósito do impasse no Orçamento do Estado para 2022 (OE2022), à margem da manifestação pelo direitos e regulamentação do Estatuto do Cuidador Informal que decorre hoje em frente ao parlamento, em Lisboa.

A líder do BE disse não compreender “porque é que o PS não quer uma solução para este Orçamento do Estado”.

“Eu não consigo compreender qual é a estratégia do Governo, a não ser querer eleições antecipadas e eu acho isso de uma tremenda irresponsabilidade, mas o Bloco de Esquerda aqui está hoje, amanhã, em todos os dias, para construir soluções”, criticou.

Independentemente da posição do Governo do PS, Catarina Martins tem uma certeza: “Há muitos socialistas neste país que também querem soluções”.

Arranca hoje às 15 horas o debate na generalidade da proposta do Orçamento de Estado. Caso o Bloco e o PCP mantenham os votos contra, o documento será chumbado, tendo Marcelo Rebelo de Sousa já dito que irá dissolver a Assembleia e convocar eleições antecipadas neste cenário.

  ZAP // LUSA

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  1. Esta posição de intransigência do BE é ininteligível para a opinião pública. Parece que BE e o PCP querem recuperar o estatuto de partidos de protesto, depois de perceberem que algum do seu eleitorado deslizou ou pode deslizar para o Chega, desígnio que, do seu ponto de vista, é um bem maior do que influenciar, na medida do possível, as políticas do governo.

    • Tem toda a razão. Mais vale continuar a impor aos portugueses a mais alta carga fiscal de que há memória; mais vale tornar a aquisição de habitação própria cada vez mais uma miragem para a maioria dos portugueses; mais vale levar pessoas, famílias e empresas à miséria porque a despesa com os combustíveis e a energia atingiu um valor insustentável; mais vale haver uma eterna sucessão de casos e casinhos de corrupção e ilegalidade, envolvendo as mais altas figuras do governo, de que são exemplo o ministro da administração interna, o ex-ministro da defesa, ou a ministra da justiça.
      De facto, mais vale manter a ilusão de que estamos melhor quando na realidade estamos muito, muito pior!

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