Paulo Cunha / Lusa

Mariana Leitão, presidente da Iniciativa Liberal
Mariana Leitão defende uma reforma profunda da administração pública e diz que é preciso coragem política despedir os funcionários do Estado que estão “a mais” e extinguir as empresas públicas que não apresentem relatórios e contas.
A Iniciativa Liberal (IL) iniciou o seu ano político este sábado, em Albufeira.
Naquela que foi a primeira rentrée como líder partidária, Mariana Leitão apontou a falta de coragem do PSD para mudar e a falta de soluções do Chega.
“Um PSD que não tem ambição, que vota contra reformas estruturais (…) e um Chega que vive de raiva e espetáculo e que se alimento do descontentamento, mas que não apresenta soluções sérias nem vem para mudar o país, mas para o mudar”.
Por outro lado, a líder liberal garante que, para mudar, a IL é a única alternativa à direita; e não tem medo de assumir ao que vem.
Leitão assumiu que quer extinguir as empresas públicas que não apresentem relatórios e contas e despedir os funcionários públicos “que estão a mais”.
A líder da IL defendeu “uma avaliação profunda da administração públicao não para fingir que se muda, mas para identificar quem cumpre e quem falha, quem serve os cidadãos e quem se limita a ocupar lugar. Depois dessa avaliação, despedir quem está a mais, quem bloqueia processos, quem vive à sombra da inércia“, apontou.
“É essencial fazer uma avaliação profunda da administração pública, ter políticas de reconhecimento do mérito, mas também ter a coragem de quando se fazem fusões ou mudanças nos organismo isso não seja uma questão propagandística, é preciso que tenha mesmo consequências, nomeadamente ao nível dos funcionários públicos”, disse, aos jornalistas.
“Sabemos que há áreas onde temos falta de funcionários públicos, mas se calhar há áreas onde temos funcionários públicos a mais. A verdade é que nós não sabemos quais são, onde estão (…) enquanto não tivermos coragem para fazer essas alterações, certamente que a reforma do estado será sempre aquém daquilo que é necessário”, acrescentou.
Mariana Leitão anunciou também que a IL quer incluir no Orçamento do Estado para 2026 uma proposta para extinguir as empresas públicas que não apresentem relatórios e contas.
Acusando o executivo de estar “preso” a “programas lentos, controlos artificiais” ou a “mais Estado” – como cita o Público -, defendeu “construir, liberdade contratual, prazos de contrato mais flexíveis, valores de atualização de rendas negociados livremente e livre escolha das garantias entre as partes”.
“É também no setor empresarial do Estado que se vê a mesma irresponsabilidade, com empresas que estão anos sem apresentar relatórios e contas e que vivem à margem das regras (…) A IL tem uma posição clara e, por isso, daremos entrada desta proposta no próximo Orçamento do Estado: empresas públicas que não apresentem relatórios e contas têm de ser extintas”, concluiu.
O que significa despedir funcionários públicos?
– Professores: fora!
– Médicos: fora!
– Enfermeiros: fora!
– Polícias: fora!
– Bibliotecários: fora!
– Funcionários das finanças: fora!
– Funcionários das Lojas do Cidadão: fora!
(…)
E por aí vai.
IL chegou tarde para a festa da Troika…. 14 anos atrasada.