Marques Mendes acusa Ferro de arrogância (e apresenta calendário de regresso à nova normalidade)

Mário Cruz / Lusa

No seu habitual espaço de comentário da SIC, Luís Marques Mendes falou sobre as comemorações do 25 de abril no Parlamento, a atitude de Ferro Rodrigues e da oposição ao Governo. Depois, apresentou um calendário de regresso à “nova normalidade”.

Marques Mendes disse, em relação às comemorações do 25 de abril na Assembleia da República, que o presidente da AR, Ferro Rodrigues, “teve sempre um tom de altivez e arrogância” e que preferiu sempre as “suas convicções” em vez de “gerar consensos”.

Para Marques Mendes, Ferro Rodrigues “nunca teve um tom de humildade, sensibilidade e bom senso” e também “nunca contribuiu para serenar os ânimos”.

Além disso, o presidente do Parlamento concertou a cerimónia com o Presidente e o PSD “subalternizando os outros partidos”.

Marques Mendes disse que o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa na cerimónia foi uma “excelente intervenção” e a “melhor que fez”.

Por outro lado, o ex-líder do PSD lamentou a “pouca oposição”. Marques Mendes afirmou que “quando há estado de emergência o governo tem mais poderes” e por isso “deve ser mais escrutinado“. “Gostava de ter visto” os “partidos da oposição a perguntar no Parlamento sobre o lay off, sobre o dinheiro que não chega à empresa, porque nestes momentos a oposição é fundamental, não para fazer politiquice, nem para picardias, mas é para para espicaçar”.

Nesta temática, Marques Mendes disse que mais de 40 mil pedidos de financiamento chegaram ao Governo, mas apenas 11 mil foram respondidos, o que revela um “atraso enorme” e implica a existência de problemas como a burocracia que estão a impedir que os fundos cheguem a tempo.

Calendário de regresso à “nova normalidade”

Marques Mendes defendeu que não será “necessário renovar o estado de emergência”, dizendo mesmo que seria um “exagero” fazê-lo. Para o comentador, é suficiente que seja declarada a “situação de calamidade”.

Em relação às escolas, Marques Mendes disse que os alunos do 11.º e 12.º ano deverão regressar no próximo mês, “provavelmente não no início”, com medidas excecionais, como a alteração de horários para evitar as horas de ponta nos transportes públicos.

Quanto às universidades, o ano letivo deverá ir até julho, que, em algumas universidades, as aulas presenciais vão voltar em maio e que mesmo naquelas em que elas as aulas não voltarem, vai ser possível fazer exames presenciais.

Em relação ao turismo, o setor deverá ter uma quebra entre os 45% e os 70% e a recuperação deverá “prolongar-se para lá de 2022”.

Segundo Marques Mendes, “a TAP quer regressar na segunda quinzena de maio”. A companhia está com uma média de sete voos por semana, quando em janeiro esse número rondava os 400.  Marques Mendes apontou que o regresso gradual à atividade da TAP vai exigir medidas excecionais, como os testes rápidos à entrada dos voos e o distanciamento entre passageiros.

Em relação à restauração, deverá “reabrir a partir da segunda quinzena de maio”. O comentador disse que está a ser preparado um guia de boas práticas que os restaurantes vão passar a seguir e que inclui a medição da temperatura corporal dos clientes, a reorganização do espaço, com menos lugares, ementas descartáveis e vestuário de proteção para funcionários.

Marques Mendes falou ainda do futebol. Segundo o comentador, a Federação Portuguesa de Futebol “nomeou um grupo de trabalho para estudar as condições da retoma da atividade para cumprir [os critérios de] saúde pública”. Adalberto Campos Fernandes, ex-ministro da Saúde, e Henrique de Barros, presidente do Conselho Nacional de Saúde, fazem parte do grupo.

Prevê-se que a I Liga, principal competição do futebol nacional, regresse em junho e feche as 10 jornadas que faltam em julho à porta fechada. A Liga dos Campeões e a Liga Europa voltam em agosto e a Supertaça Europeia está sem data para acontecer.

ZAP //

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