António Costa aponta para confinamento geral com horizonte de um mês

Rodrigo Antunes / Lusa

O primeiro-ministro, António Costa

O primeiro-ministro afirmou, esta terça-feira, no final da reunião no Infarmed, que há um grande consenso para que as medidas de confinamento geral a decretar tenham um horizonte de um mês.

O primeiro-ministro declarou que a reunião com os epidemiologistas permitiu concluir que “houve um grande consenso” sobre a trajetória de crescimento de novos casos de infeção do novo coronavírus e que “as medidas devem ter um horizonte de um mês”.

“Estamos perante uma dinâmica de fortíssimo crescimento de novos casos que é necessário travar”, salientou António Costa, acrescentando que o confinamento tem de ser de um mês porque as medidas demoram duas a três semanas a produzir efeitos.

O chefe do Executivo confirmou que a grande divergência entre os especialistas está relacionada com o funcionamento das escolas. Todos são convergentes em relação às crianças até aos 12 anos, mas “a dúvida está nas faixas intermédias”, assumiu Costa, citado pelo jornal online Observador.

“O decisor político não vai poder tomar a decisão com base no que disseram os especialistas” e terá de usar a sua “própria inteligência e perceção”, afirmou o primeiro-ministro, informando que vai ouvir diretores de escolas e associações de pais.

Costa destacou que entre a população a “perceção do risco tem vindo a diminuir, assim como o uso de máscara”, alertando, por isso mesmo, que “todas as medidas de prevenção são uma arma imprescindível“.

Relativamente ao setor económico, o líder do Governo diz que, “acima de tudo está a vida das pessoas”, mas reconhece que tem de se dar “apoio ao rendimento das famílias, proteger o emprego e as empresas”.

O Presidente da República vai consultar por telefone, esta tarde, os partidos políticos com assento parlamentar sobre a renovação do estado de emergência.

Esta informação foi divulgada através de um comunicado no portal da Presidência da República, na qual se lia também que Marcelo Rebelo de Sousa “já realizou novo teste com o INEM” de diagnóstico ao novo coronavírus, depois de outro que fez anteriormente ter dado negativo.

Entretanto, soube-se que o resultado deste último teste foi negativo e, portanto, o chefe de Estado aguarda agora as instruções das autoridades de saúde.

Marcelo cancelou as audiências marcadas para hoje aos partidos políticos depois de saber, esta segunda-feira, que tinha testado positivo ao novo coronavírus.

Marcelo Rebelo de Sousa, que se encontra em isolamento no Palácio de Belém, em Lisboa, assistiu, por videoconferência, à reunião desta manhã no Infarmed sobre a situação epidemiológica da covid-19 em Portugal.

ZAP // Lusa

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