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Novo teste a Marcelo dá negativo. Presidente aguarda instruções da DGS

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António Cotrim / Lusa

Marcelo Rebelo de Sousa voltou a testar negativo num novo teste à covid-19 realizado pelo Instituto Ricardo Jorge, após ter testado positivo na noite de segunda-feira.

Segundo uma nota publicada no site da presidência, “o resultado do teste realizado esta noite pelo Instituto Ricardo Jorge foi negativo”. Mesmo assim, o Presidente da República vai manter-se em isolamento enquanto aguarda instruções da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Na passada quarta-feira, o assessor de imprensa de Marcelo Rebelo de Sousa testou positivo para a covid-19. O Presidente fez um teste, que deu negativo, e teve autorização para participar, no mesmo dia à noite, num debate televisivo com André Ventura.

Durante a semana, Marcelo continuou a ter vários debates com outros candidatos presidenciais, que viram as suas campanhas suspensas depois de se saber que o Presidente tinha testado positivo à covid-19 na noite de segunda-feira.

Esta manhã, Marcelo marcou presença por videoconferência na reunião entre especialistas, membros do Governo e parceiros sociais no Infarmed.

Após o teste positivo de segunda-feira, o segundo teste de Marcelo foi negativo, segundo uma nota no site da presidência. Agora, este é o terceiro teste a dar negativo desde segunda-feira.

Enquanto aguarda instruções da DGS, o Presidente vai consultar por telefone, esta tarde, os partidos políticos com assento parlamentar sobre a renovação do estado de emergência.

Entretanto, fonte oficial da campanha presidencial de André Ventura anunciou que o teste à covid-19 realizado esta manhã ao líder do Chega também foi negativo. Depois do anúncio do teste positivo de Marcelo, Ventura cancelou a iniciativas de campanha e ficou em isolamento profilático até ter o resultado do exame.

“Não existem falsos positivos”

A patologista clínica de um hospital do Grande Porto Mafalda Felgueiras não tem dúvidas: Marcelo está mesmo infetado, disse a profissional de saúde ao Jornal de Notícias.

“É porque o vírus está lá, não existem falsos positivos, isso é um mito”, garantiu.

“Estamos a falar de um vírus que afeta o trato respiratório inferior e que é expelido para o trato superior de forma intermitente”, explicou a patologista ao JN. Quando a carga viral é baixa pode haver amostras que apanham o vírus e outras que não.

Mafalda Felgueiras nota que, apesar da sensibilidade do teste ser muito elevada, a sensibilidade da amostra é de 75%. “O que quer dizer que há 25% que nos escapam“, concluiu.

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Segundo a médica, isso não é um erro de colheita – mas significa que o vírus nem sempre está no trato respiratório superior.

A baixa carga viral do Presidente explica o resultado negativo do teste rápido, feito antes do PCR. “Estes testes só são bons em doentes sintomáticos, com cargas virais altas”, referiu.

A boa notícia, segundo a médica, é que, com uma carga viral baixa, não é provável que Marcelo tenha contagiado outras pessoas nas últimas horas.

  Maria Campos, ZAP //

 

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