CIA concluiu que príncipe saudita ordenou morte de Jamal Khashoggi

USDoD / Wikimedia

O príncipe saudita Mohammed bin Salman

O jornal Washington Post noticiou na sexta-feira que a Agência Central de Informações, CIA, concluiu que o príncipe herdeiro saudita ordenou o homicídio do jornalista Jamal Khashoggi em Istambul, citando fontes anónimas.

A informação veiculada pelo Washington Post, jornal com o qual Khashoggi colaborou, contradiz as posições do reino saudita, que negou qualquer responsabilidade de Mohammed bin Salman na morte do jornalista, desaparecido em outubro no consulado árabe em Istambul.

Contactada pela agência de notícias France Press, a CIA recusou-se a comentar.

Para chegar a esta conclusão, lê-se no jornal norte-americano, a CIA cruzou várias fontes, incluindo um contacto do irmão do príncipe herdeiro, também embaixador da Arábia Saudita nos Estados Unidos, com Jamal Khashoggi.

De acordo com o Post, Khalid bin Salman aconselhou Khashoggi a visitar o consulado saudita em Istambul, assegurando-lhe que nada lhe aconteceria.

O jornal acrescenta que Khalid bin Salman fez o telefonema a pedido de seu irmão, mas não ficou claro que soubesse que Khashoggi seria então assassinado.

Khalid bin Salman reagiu de imediato na sua conta pessoal na rede social Twitter a estas acusações, negando veementemente o teor da notícia do Washington Post.

“Esta é uma acusação séria que não deve ser suportada por fontes anónimas“, defendeu numa publicação na qual consta também uma declaração que disse ter enviado ao jornal. “Em nenhum momento o príncipe Khalid discutiu algo com Jamal sobre uma viagem à Turquia”, escreveu.

O jornal norte-americano New York Times, por seu lado, noticiou também na sexta-feira que as autoridades dos EUA advertiram que os serviços de informação norte-americanos e turcos não possuem provas claras que liguem o príncipe herdeiro ao assassínio de Jamal Khashoggi.

Contudo, avança o jornal, a CIA acredita que a influência do príncipe é tal que o homicídio não poderia ter ocorrido sem a sua aprovação.

Jamal Khashoggi entrou a 2 de outubro deste ano no consulado saudita de Istambul, onde acabou por ser assassinado. A Arábia Saudita, em várias ocasiões, mudou sua versão oficial do que aconteceu com Jamal Khashoggi, mas na quinta-feira o promotor saudita admitiu que o jornalista foi drogado e desmembrado no local.

De um total de 21 suspeitos, a Justiça saudita indiciou 11 pessoas pelo crime, cinco das quais enfrentam agora a pena de morte.

Numa conferência de imprensa, o porta-voz do procurador-geral, Shaalan al-Shaalan afirmou que o príncipe Mohammed bin Salman não tinha conhecimento do caso. Aliado histórico de Riade, Washington anunciou no mesmo dia sanções contra 17 autoridades sauditas pela sua “responsabilidade ou cumplicidade” na morte de Khashoggi.

Jamal Khashoggi, correspondente saudita do The Washington Post e um dos mais proeminentes jornalistas árabes, crítico do regime Ryad, ia casar-se no dia 3 de outubro. Na véspera do seu dia D, entrou no consulado da Arábia Saudita em Instambul para levantar um documento necessário para a cerimónia — e não voltou a sair.

Lusa ZAP // Lusa

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