Bélgica confirma primeiro caso de coronavírus. Paciente viajou com portugueses

As autoridades da Bélgica confirmaram esta terça-feira o primeiro caso no país do novo coronavírus (2019-nCoV) numa pessoa que foi repatriada da cidade chinesa de Wuhan, foco de um surto da doença, que já matou 427 pessoas.

O Ministério da Saúde belga divulgou, esta terça-feira, que a pessoa está com boa saúde e não mostra qualquer sintoma da doença. Esta pessoa estava entre nove belgas repatriados no fim de semana de Wuhan, China. O paciente infetado foi levado para um hospital especial para mais cuidados, enquanto os outros repatriados permanecem sob observação.

De acordo com a rádio TSF, o cidadão belga viajou no A380 que repatriou os 17 portugueses da região de Wuhan.

A China elevou para 426 mortos e mais de 20.400 infetados o balanço do surto de pneumonia provocado por um novo coronavírus detetado em dezembro passado, em Wuhan, capital da província de Hubei (centro), colocada sob quarentena. Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais casos de infeção confirmados em 24 outros países.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou uma situação de emergência de saúde pública de âmbito internacional, o que pressupõe a adoção de medidas de prevenção e coordenação à escala mundial

Esta terça-feira, foi anunciado que um residente de Hong Kong de 39 anos morreu esta terça-feira vítima de pneumonia viral causada pelo novo coronavírus, a primeira morte registada na região administrativa especial chinesa e a segunda fora da China continental. De acordo com as autoridades do território, o homem viajou para Wuhan, centro do surto do novo coronavírus, de comboio no dia 21 de janeiro e voltou para Hong Kong em 23 de janeiro.

A emissora pública de Hong Kong RTHK indicou que, na semana passada, o homem teve dores musculares na semana passada e febre. Mais tarde, “foi transferido para uma ala de isolamento após a confirmação do coronavírus”.

Esta é a primeira morte ligada ao coronavírus registada em Hong Kong e a segunda ocorrida fora da República Popular da China.

No sábado passado, um chinês de 44 anos, residente em Wuhan, morreu nas Filipinas, indicou o Departamento de Saúde filipino, em comunicado.

Desde as 0h (20h em Lisboa), Hong Kong fechou quase todas as fronteiras terrestres e marítimas para o continente para impedir a propagação do novo coronavírus. Apenas dois postos de controlo de fronteira, a Baía de Shenzhen e a ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau, vão continuar abertos.

Também duas grandes cidades no leste da China, a várias centenas de quilómetros do epicentro do novo coronavírus, anunciaram restrições ao movimento dos residentes, para tentar travar a epidemia.

Em Taizhou e em três distritos da cidade de Hangzhou, na província de Zhejiang, apenas uma pessoa por família está permitida sair de casa, a cada dois dias, para fazer compras. Em Taizhou foram ainda suspensas 95 ligações ferroviárias a partir e para a cidade.

Os proprietários estão ainda proibidos de alugar os seus imóveis a pessoas oriundas de “áreas seriamente afetadas pela epidemia, nomeadamente da província de Hubei”, o epicentro da epidemia, informaram as autoridades, em comunicado.

Todos os bairros podem manter aberta apenas uma via de acesso para pedestres e cada pessoa deve apresentar um documento de identidade à entrada e à saída, segundo a mesma fonte.

Hospital construído em 10 dias recebe pacientes

O hospital construído em 10 dias em Wuhan, a cidade onde surgiu o novo coronavírus, recebeu esta terça-feira os primeiros pacientes, informou a imprensa estatal chinesa. Cinquenta pacientes foram internados no hospital de 34 mil metros quadrados, equipado com tecnologia 5G, anunciou a agência Xinhua.

Desde 24 de janeiro, a China transmitiu a construção do hospital improvisado, filmada permanentemente pelas câmaras de televisão que exibiam o trabalho de milhares de operários, com o auxílio de guindastes e escavadoras.

O hospital, que recebeu o nome de Huoshenshan e é administrado pelo exército, é um dos dois centros médicos pré-fabricados construídos para enfrentar a epidemia do novo coronavírus.

A construção do hospital exigiu um exército de operários, mobilizados dia e noite, que nivelaram o terreno, instalaram as fundações de cimento, estabeleceram as ligações de água e energia elétrica e criaram 400 quartos, equipados com casas de banho e equipamentos médicos. O hospital tem uma equipa médica militar de 1.400 pessoas, todas com experiência na luta contra os vírus SARS e ébola.

“Huoshenshan” significa “montanha do Deus do Fogo”, um personagem da mitologia da filosofia taoista que pode expulsar os vírus e infeções graças ao calor.

A China está a construir um segundo hospital em Wuhan, num local rebatizado como Leishenshan (“montanha do Deus do Raio”), com 1.600 camas.

Macau fecha casinos

Em Macau, os casinos vão suspender operações durante duas semanas, na sequência de mais dois casos confirmados do novo coronavírus, um deles numa funcionária de um casino. Macau regista agora 10 casos confirmados. O chefe do Executivo de Macau assumiu ter sido uma “decisão difícil” e que “vai causar muitos danos económicos, mas Macau consegue assumir esse risco”.

Esta decisão foi tomada porque um dos casos conhecido, uma mulher de 29 anos, “trabalha no Galaxy”, complexo turístico que inclui casinos, hotéis, lojas e restauração. A mulher trabalhava na cantina do casino e nos shutle bus, adiantou o responsável.

Os casinos de Macau fecharam 2019 com receitas de 292,46 milhões de patacas (cerca de 32,43 milhões de euros), menos 3,4% do que no ano anterior. Capital mundial do jogo, Macau é o único local na China onde o jogo em casino é legal. Operam no território seis concessionárias: Sociedade de Jogos de Macau, fundada pelo magnata Stanley Ho, Galaxy, Venetian (Sands China), Melco Resorts, Wynn e MGM.

Esta manhã, as autoridades sanitárias tinham anunciado o nono caso confirmado, naquele que poderá ser o primeiro caso de contágio em Macau, uma vez que a paciente garantiu não ter saído do território nos últimos dias e manteve contacto direto e próximo com o oitavo caso confirmado no território, numa mulher de 64 anos.

O chefe do Governo de Macau disse ainda que Portugal já não tem mais máscaras para vender ao território, mas garantiu que Macau tem máscaras suficientes para enfrentar o surto do novo coronavírus.

O novo vírus, que causa pneumonia, foi detetado na China no final de 2019. Os sintomas associados à infeção causada são mais intensos do que uma gripe e incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias, incluindo falta de ar.

A ansiedade em torno da doença aumentou depois de um especialista do Governo chinês ter assumido que o novo tipo de coronavírus, uma espécie de vírus que causa infeções respiratórias em seres humanos e animais, é transmissível entre seres humanos. Até à data, as autoridades diziam que não havia evidências nesse sentido. A nova estirpe de coronavírus pode ter surgido em morcegos ou cobras.

O cientista Xu Wenbo, do Centro de Prevenção e Controlo de Doenças, disse que este centro já se encontra desenvolver uma vacina contra o novo coronavírus “depois de isolar com sucesso a primeira estripe do vírus”.

ZAP ZAP // Lusa

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