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Autárquicas. Já houve 12 desistências antes do tiro de partida

José Coelho / Lusa

O presidente do Partido Social Democrata (PSD), Rui Rio

Acontece todos os anos e não é nenhuma surpresa. Até ao momento, já se contabilizaram 12 “falsas partidas”, candidatos que desistiram da corrida autárquica antes da eleição.

Esta terça-feira, o jornal Público faz um balanço dos casos de desistência para as eleições autárquicas, que deverão ter lugar no outono.

Até ao momento, houve 12 “falsas partidas”: cinco no PS (Porto, Góis, Torres Vedras, Ourém e Junta de Freguesia de Viseu); quatro no PSD (Gaia, Viseu, Sines e Estremoz); uma no Bloco (Gaia); uma no Chega (Évora); e outra no Iniciativa Liberal (Lisboa).

A desistência mais mediática – e a mais fugaz – foi a de Eduardo Pinheiro. O nome do secretário de Estado da Mobilidade foi avançado como candidato do PS ao Porto, mas, passadas cerca de 24 horas desde que foi convidado para liderar a lista socialista, desistiu.

Na última sexta-feira, António Oliveira também decidiu bater com a porta, cerca de três meses depois de ter sido anunciado pelo PSD para Vila Nova de Gaia.

“Hoje, com vergonha do que vi, com uma imensa dor de alma pelo que senti, tenho que dizer que: não quero, não posso e não aceito continuar a encabeçar esta candidatura. Isto não é uma desistência. Isto é uma questão de higiene. Uma recusa de pôr os interesses de uns personagens à frente dos interesses dos 300.000 gaienses e pessoas que escolheram este grande concelho para fazer a sua vida”, justificou.

Luís Monteiro, deputado do Bloco de Esquerda, decidiu desistir da corrida à presidência da autarquia de Vila Nova de Gaia por outras razões.

A decisão foi tomada em maio depois de ter sido acusado de violência doméstica por uma ex-namorada. Apesar de ter negado a acusação, o bloquista decidiu abandonar a candidatura para não prejudicar os resultados eleitorais do Bloco de Esquerda.

Em Ourém, dias depois de António Gameiro ter apresentado a sua candidatura à autarquia, houve buscas nas suas duas casas no âmbito da Operação Triângulo.

O deputado decidiu retirar a sua candidatura à Câmara, demitiu-se da presidência da Concelhia e do Conselho de Fiscalização do Sistema Integrado de Informação Criminal.

O candidato do Iniciativa Liberal a Lisboa, Miguel Quintas, também decidiu ficar pelo caminho por “motivos pessoais”.

O socialista Mário Garcia, vice-presidente da Câmara de Góis, também desistiu, mas por razões de saúde.

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Em Évora, Humberto Ventura Baião, do Chega, renunciou à candidatura autárquica por ter considerado que deixou de ter condições para se manter no terreno. “É insuperável e inultrapassável o confronto surgido entre mim e as estruturas locais do partido a que pertenço”, escreveu, numa carta enviada à rádio Diana FM.

Do PSD, José Roquette, que seria o cabeça de lista do partido como independente à Câmara de Estremoz, decidiu desistir um mês depois por “motivos pessoais”.

Também no PSD, mas em Sines, Ana Calca Figueira decidiu não dar o passo em frente, justificando a sua decisão com “vontades e interesses alheios” aos seus “ideais de ação”.

As desistências não acontecem apenas ao nível das Câmaras Municipais. Foi o caso de Lino Quinteiro que, depois de pensar no assunto, anunciou que não seria candidato pelo PS à Junta de Freguesia de Viseu nas próximas autárquicas.

Outra das “falsas partidas”, desta vez em Viseu, foi decorrente da morte de Almeida Henriques. No seu lugar, o PSD decidiu apostar em Fernando Ruas.

Em Torres Vedras, a morte inesperada do presidente em funções, Carlos Bernardes, deixou também o PS sem candidato. Laura Rodrigues vai ser a candidata ao cargo nas próximas eleições autárquicas.

  ZAP //

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