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Tribunal dá razão ao Correio da Manhã contra Sócrates

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José Goulão / Flickr

Ex-primeiro ministro e ex-líder do PS, José Sócrates

Ex-primeiro ministro e ex-líder do PS, José Sócrates

O Tribunal Cível de Lisboa deu razão ao Correio da Manhã na sequência da providência cautelar apresentada por José Sócrates, que exigia 250 mil euros devido à investigação jornalística acerca da vida luxuosa do ex-primeiro-ministro em Paris.

De acordo com o Correio da Manhã, o Tribunal absolveu 14 jornalistas, ficando agora o ex-primeiro ministro obrigado a pagar as custas judiciais, no valor de 1.600 euros.

Na ação cível interposta por José Sócrates contra o Correio da Manhã, e contestada pelo jornal, o tribunal confirmou a veracidade de grande parte das notícias referentes a investigações do jornal sobre o processo que envolve o ex-chefe de Governo.

Eduardo Dâmaso, diretor-adjunto do jornal, considera a “sentença histórica” na defesa da liberdade de imprensa.

Algumas das notícias do CM contestadas por Sócrates dão conta da “vida de luxo” do antigo governante em Paris, alegadamente ultrapassando os meios financeiros possuídos pelo socialista, que depois de abandonar o Governo não tinha nenhuma fonte de rendimento.

O jornal publicou que José Sócrates gastava cerca de 15 mil euros por mês. Sete mil euros seriam para a renda, enquanto o restante era gasto em alimentação, propinas, viagens e outras despesas gerais – valores que foram confirmados pelo Tribunal.

José Sócrates não prestou informações sobre quanto pagava de renda, negando apenas o valor de sete mil euros e alegando que o dinheiro provinha da mãe e de um empréstimo de 120 mil euros contraído na Caixa Geral de Depósitos.

No entanto, de acordo com o acórdão do Tribunal Cível citado pelo CM, o juiz José António Capacete sublinha “disparidade entre os seus rendimentos e a vida de luxo que ostentava”, considerando provado que após a saída do governo Sócrates não tinha fontes de rendimento, estava desempregado e sem fortuna conhecida.

No processo interposto por Sócrates, outra alegação era a de que a sua honra tinha sido afetada após a publicação das notícias, à qual o juiz respondeu que quem gere a coisa pública tem “responsabilidades acrescidas” e é “alvo de enorme interesse público” e, por isso, sujeito ao “permanente escrutínio da opinião pública, ao comentário e à investigação jornalística“, devendo estar preparado para que a sua vida seja “fortemente sindicada”.

ZAP

3 Comments

  1. Não é de Elvas, é de Évora, Zé… Então mas ainda não houve nenhuma acusação contra este gaijo? Dão razão aos jornalistas, confirmam as trafolhices que este homem andou a fazer, e nada fazem… Viva Portugal e viva os corruptos!!!!

  2. Quanto aos 1.600 das custas não há problema porque tem sempre o AMIGO Santos Silva para o resolver. Sobre o resto, porque não apelar ao salvador da Pátria, Rui Rangel???

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