Três vítimas mortais dos incêndios estão fora da lista oficial do Governo

Miguel A. Lopes / Lusa

As famílias de três pessoas que morreram nos incêndios de outubro passado queixam-se de que os seus familiares não foram incluídos na lista oficial de vítimas mortais divulgada pela Governo.

De acordo com a lista oficial de mortos nos incêndios de outubro passado, divulgada pelo Governo, contabilizam-se 45 mortes. No entanto, segundo o Jornal de Notícias, há quem garanta ter perdido familiares nos fogos, sem que os seus nomes apareçam na lista.

O JN adianta que são pelo menos três os casos conhecidos: Aristides Rocha, de 94 anos, Joaquim Costa, de 66, e Maria Oliveira, de 85. Nos dois primeiros casos, os idosos sofreram ataques cardíacos, um enquanto tentava proteger a sua casa das chamas e o outro quando estava num largo da aldeia, juntamente com os vizinhos, para se proteger.

No último caso, a idosa de 85 anos terá caído quando tentava fugir do fogo, acabando por ter perdido a consciência e falecer.

Segundo o jornal, os familiares já terão alertado o Ministério Público. Por sua vez, o Ministério da Justiça já prometeu que vai analisar todas as situações que lhe sejam comunicadas, mas que terão de ser solucionadas pela via judicial.

A lista oficial inclui pessoas que foram resgatadas dos incêndios já cadáveres ou que foram encaminhadas para os hospitais com vida, nomeadamente com queimaduras, intoxicações ou traumatismos, mas que acabaram por falecer, critérios que as três vítimas em causa não preenchem.

Ontem, o Expresso também noticiou que duas pessoas continuam desaparecidas: um homem de 49 anos, da vila de Folgosinho, no concelho da Guarda, e outro de 74, de uma pequena localidade na Sertã, em Castelo Branco.

ZAP //

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1 COMENTÁRIO

  1. Haja respeito pela verdade, pelos mortos e suas famílias.
    Já era tempo do Governo dizer a verdade sobre os incêndios trágicos de junho e outubro e não se esconder atrás de pareceres que não querem que o capítulo do Relatório sobre o incêndio de junho (Pedrógão) seja conhecido.
    Já agora não há ninguém independente a investigar e produzir um relatório como aconteceu em Pedrógão ou é para esquecer?
    E sobre Tancos, quando é que há relatório a divulgar ou faz falta o Presidente da República pressionar o Ministério Público para dizer o que se passou?
    E agora o que se passou com a legionella, quando é que se sabe o que se passou ou mais uma vez deixa-se arrastar no tempo para cair no esquecimento?
    Não há o assumir de responsabilidades ou varre-se tudo para baixo do tapete?

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