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Surto na Nova Zelândia faz 17 novas infeções (e não se sabe de onde veio)

Mário Cruz / Lusa

Após 102 dias sem casos de covid-19, a Nova Zelândia registou um novo surto na sua maior cidade, Auckland. O número de infeções subiu para 17, mas não se sabe de onde veio.

De acordo com o Diário de Notícias, Ashley Bloomfield, chefe de saúde nacional, revelou existirem 13 novas infeções confirmadas em Auckland ligadas aos quatro familiares que testaram positivo na passada terça-feira.

Entre os novos casos estava um estudante de uma das maiores escolas de segundo ciclo da Nova Zelândia, frequentada por mais de 3.000 crianças e jovens.

A primeira-ministra neozelandesa, Jacinda Ardern, disse que provavelmente haverá mais casos ligados a este aumento recente. “Assim como no nosso primeiro surto, as coisas vão piorar antes de melhorar“, disse. “Embora seja um assunto sério sério, está a ser tratado de forma urgente, mas calma e metódica”.

Segundo Bloomfield, as autoridades estão a explorar com urgência todas as cadeias possíveis de transmissão. “Queremos descobrir o quão grande é o mais rápido possível, por isso temos testado todos os contactos próximos, contactos casuais, os que trabalham nos mesmos locais de trabalho e relacionados à família”, disse, em declarações à TVNZ. “Isso é o que queremos fazer o mais rápido possível para descobrir a extensão do surto e quem poderá ter sido o primeiro infetado”.

O chefe da saúde nacional minimizou uma linha de investigação que examinava se o vírus era importado por uma mercadoria e detetado por um membro masculino de uma família que trabalhava numa local refrigerado de venda de produtos importados. “É uma possibilidade improvável, mas é algo que precisamos de descartar”, disse.

Os casos de covid-19 encontrados na comunidade e alguns membros de risco nas famílias estão a ser colocados em quarentena pela primeira vez.

O confinamento de três dias imposto em Auckland termina na sexta-feira, mas pode ser estendido. Os lares de idosos na Nova Zelândia foram colocados em confinamento.

A primeira-ministra neozelandesa admitiu ainda a possibilidade de adiar as eleições, agendadas para 19 de setembro.

No final de abril, Jacinda Ardern deu a batalha contra a covid-19 como vencida. No início do mês de junho, a primeira-ministra neozelandesa afirmou estar confiante de que o país eliminou para já a transmissão da covid-19, mas admitiu a possibilidade de novos casos, garantindo que o país está preparado.

Questionada sobre a reabertura das fronteiras do país já no início do mês de julho, Jacinda Ardern rejeitou essa possibilidade, classificando a sugestão como “francamente perigosa”.

A Nova Zelândia, que registou 1.589 pessoas infetadas com covid-19 e 22 óbitos, tem sido internacionalmente elogiado pela forma com está a lidar com a pandemia.

  ZAP //

 

 

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