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Portugal vai usar vacina da Johnson em maiores de 70 anos. “Não há qualquer restrição”, disse Temido

Kamil Krzaczynski / AFP

Depois de a Agência Europeia do Medicamento (EMA) ter concluído que os benefícios da vacina da Johnson & Johnson superam os riscos, Portugal deverá usá-la em maiores de 60 anos.

Esta terça-feira, a Agência Europeia do Medicamento (EMA) concluiu que a vacina Janssen, do grupo Johnson & Johnson, tem uma “possível ligação” a casos muito raros de coágulos sanguíneos, mas insistiu que os benefícios do fármaco superam os riscos.

O Diário de Notícias noticiou que Portugal deverá seguir a prática adotada em relação à vacina da AstraZeneca há duas semanas e usar a vacina Janssen em pessoas com mais de 60 anos.

Esta decisão deve ser tomada esta quarta-feira numa reunião entre a Direção-Geral da Saúde (DGS) e o Infarmed, após proposta da comissão técnica de avaliação para as vacinas contra a covid-19. Isto também vai definir como se vão aplicar as 31.200 doses que chegaram a Portugal na quarta-feira passada.

Portugal tinha adquirido 1,25 milhões de doses da vacina Janssen para administrar no segundo trimestre – o que corresponde ao mesmo número de portugueses inoculados, já que a vacina é de toma única -, prevendo que, até ao final do ano, fossem entregues um total de 4,5 milhões de doses.

A questão que se impõe é que, se houver uma imposição de limite de idades, Portugal pode não necessitar de tantas doses para vacinar a população só acima dos 60 anos.

Por outro lado, esta manhã, a ministra da Saúde, Marta Temido disse, em conferência de imprensa, que as autoridades portuguesas ainda estão a avaliar a documentação emitida pela EMA sobre a vacina da Johnsnn & Johnson e que os alvos são os maiores de 70 anos, não existindo qualquer restrição na administração desta vacina.

A governante lembrou ainda que a EMA recomenda que cada país prossiga o seu processo de vacinação, porque esta vacina é “segura e eficaz”.

Na semana passada, os reguladores de medicamentos norte-americanos recomendaram que o uso da vacina da Johnson & Johnson fosse suspenso, depois de terem sido reportados casos de coágulos sanguíneos em mulheres, de um universo de sete milhões de pessoas vacinadas.

Logo a seguir, a vacina também foi suspensa na Europa, com a EMA a anunciar para esta terça-feira um parecer sobre a sua utilização.

A Comissão Europeia acordou com a Janssen a compra de 200 milhões de doses este ano, com uma opção de 200 milhões de doses adicionais.

Jonhson & Jonhson volta a distribuir vacina

A Jonhson & Jonhson retomou o envio do fármaco para a União Europeia (UE), Noruega e Islândia, de acordo com o ECO.

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Na semana passada, a farmacêutica decidiu “atrasar proativamente” a distribuição da sua vacina contra a covid-19 na Europa, devido à suspensão preventiva da sua administração nos Estados Unidos.

“As orientações atualizadas da EMA e dos Profissionais de Saúde estarão disponíveis para as autoridades nacionais de saúde”, notou a empresa, em comunicado. A farmacêutica vai “atualizar o resumo das características da vacina no folheto para incluir informações importantes sobre o diagnóstico e a gestão do evento raro adverso detetado”.

“A segurança e o bem-estar das pessoas que usam os nossos produtos são nossa prioridade número um”, disse Paul Stoffels, vice-presidente do Comité Executivo e Diretor Científico da Johnson & Johnson.

A empresa pretede “aumentar a consciencialização sobre os sinais e sintomas deste evento muito raro para garantir o diagnóstico correto e o tratamento adequado”, acrescenta.

  Maria Campos, ZAP //

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