Nancy Pelosi tem “provas suficientes” para destituir Donald Trump

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A senadora democrata, Nancy Pelosi

A líder do Partido Democrata no Congresso dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, disse este domingo ter “provas suficientes” para o impeachment do presidente Donald Trump.

“Acreditamos que há provas suficientes para destituir o presidente”, disse a congressista da Califórnia à rede de televisão ABC. Pelosi aprovou na sexta-feira o envio da acusação contra Trump ao Senado na próxima semana, abrindo caminho para o julgamento do processo de impeachment.

A líder democrata confirmou neste domingo que reunirá com os seus correligionários na terça-feira para definir o calendário.

O republicano Donald Trump é o terceiro presidente da história dos Estados Unidos a enfrentar um processo de impeachment no Congresso. A oposição democrata acusa o presidente de abuso de poder, ao pedir à Ucrânia para investigar o ex-vice-presidente Joe Biden, um possível adversário do presidente nas eleições de novembro.

O processo de impeachment tem poucas hipóteses de sucesso no Senado, uma vez que os republicanos são a maioria nesta casa legislativa, ainda assim Nancy Pelosi mostrou-se confiante.

Trump diz que vai impedir Bolton de testemunhar

Numa entrevista à Fox News, o presidente dos Estados Unidos, que enfrenta um processo de impeachment, avançou a possibilidade de invocar o privilégio executivo para impedir o testemunho de John Bolton, justificando-se com o superior interesse da Casa Branca.

Donald Trump disse que “adoraria que todos testemunhassem”, incluindo Bolton, o secretário de Estado Mike Pompeo e o chefe de gabinete interino Mick Mulvaney. “Mas há coisas que não se pode fazer do ponto de vista do privilégio executivo. Especialmente um conselheiro de segurança nacional. Não pode tê-lo a explicar todas suas afirmações sobre segurança nacional a respeito da Rússia, da China, da Coreia norte, tudo. Simplesmente não pode fazer isso”, disse. “Acho que tem que ser, a bem do gabinete.”

John Bolton, que até agora se tinha mostrado indisponível para falar, declarou recentemente que daria o seu testemunho se para isso fosse intimado. Num comunicado divulgado no início do ano, disse que avaliou as sérias questões que estão em causa, pesando as suas obrigações, como cidadão e como ex-conselheiro de segurança nacional e concluiu que estava preparado para testemunhar.

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John Bolton, ex-conselheiro nacional de segurança de Donald Trump

Os democratas acreditam que o ex-assessor pode ter informação chave para esclarecer o caso das pressões sobre a Ucrânia feitas pelo inquilino da Casa Branca.

A saída de John Bolton, despedido em setembro por Trump, ocorreu quando o presidente procurava aberturas diplomáticas com dois dos inimigos mais intratáveis ​​dos Estados Unidos, esforços que são divergentes das ideias de pessoas como Bolton, que vê a Coreia do Norte e o Irão como não confiáveis.

O Presidente norte-americano foi acusado de pressionar o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, a investigar o seu rival político e ex-vice-Presidente Joe Biden.

Esta chamada, cuja transcrição foi revelada na última semana após a queixa de um denunciante, levou os democratas a darem início a um processo de impeachment presidencial. Na segunda-feira, o advogado pessoal de Trump, Rudy Giuliani, recebeu uma intimação relacionada com os seus contactos com as autoridades ucranianas.

Mais tarde, o Governo australiano confirmou que houve uma segunda chamada, em que Donald Trump pressionou o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, para que este o ajudasse a descredibilizar a investigação do procurador especial Robert Mueller. O governo australiano confirmou que a chamada aconteceu e que o primeiro-ministro concordou em ajudar.

A Casa Branca restringiu o acesso à transcrição da conversa telefónica entre o Presidente dos EUA e o primeiro-ministro da Austrália a um pequeno grupo de assessores. A decisão é invulgar mas semelhante à que foi tomada no caso da chamada com o Presidente da Ucrânia.

ZAP //

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4 COMENTÁRIOS

  1. Cambada de delinquentes estes democratas da treta que desde a hora zero que Trump ganhou nada fazem pelos EUA a não ser deitar abaixo o homem democraticamente eleito, quer se goste ou não, o povo escolheu, está decidido!

      • Existe uma máfia chamada grupo de Bilderberg que influencia eleições em todos os países em Portugal então desde o 25 de Abril que não há um PM ou PR que chegue ao poder sem a benção deles, o próprio 25 de Abril teve a intervenção deles via NATO quer com uma frota Nato que estava no Tejo e impediu a reação das forças nacionais, quer depois na distribuição dos cravos que não havia em Portugal e são o simbolo da família Rothschild ( donos do mundo e patrocinadores da revolução para nos ficarem com as colonias) existe outra chamada maçonaria e outra chamada opus dei que faz o mesmo, já para não falar nas internacionais disto e daquilo. Ele da Russia não recebeu qualquer ajuda isso já se provou. nem ele precisava tem o que basta. Agora veja ele não recebe ordenado, não ganha nada em ser presidente até porque a Casa Branca comparada à dele é uma pocilga, não recebe ordenado, reduziu o desemprego de forma brutal, está a limpar o pântano, pedófilos presos desde que entrou são às dezenas de milhares, acabou com as guerras, você tem 2 acções pontuais desde que ele assumiu o poder uma na Síria e esta agora depois de muita provocação do Irão. Quem me dera a mim um homem destes para Portugal!

    • O único problema é que ele foi efectivamente eleito democraticaRUSSAmente….daí os problemas todos, aliados naturalmente a um presidente que não nasceu para presidir um país e que tem graves problemas com a autoridade bem como o fato de ser mentiroso compulsivo…

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