Transcrição revela que Trump pediu ao Presidente ucraniano para investigar Joe Biden

Pete Marovich / POOL / EPA

A Casa Branca divulgou, esta quarta-feira, as notas da conversa telefónica entre Donald Trump com o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelenski.

Dito e feito. Donald Trump tinha autorizado que fossem reveladas as transcrições da chamada por telefone que teve com o Presidente Volodymyr Zelenski e, agora, a Casa Branca divulgou as notas dessa conversa, tida no passado dia 25 de julho.

O chefe de Estado norte-americano insistiu com Zelenski para que iniciasse uma investigação por suspeitas de corrupção ao ex-vice-Presidente de Obama e agora candidato às Presidenciais 2020, Joe Biden, e a ao seu filho Hunter Biden, avança o Público.

De acordo com o jornal, Hunter Biden foi contratado pela empresa ucraniana Burisma, de extração e produção de gás, e Joe Biden, quando era o principal interlocutor da Casa Branca na Ucrânia, incentivou o Governo de Kiev a libertar-se da dependência energética em relação a Moscovo. Trump também terá lançado dúvidas sobre o papel do ex-vice no afastamento de um ex-procurador-geral ucraniano.

“Fala-se muito do filho do Biden, que Biden travou a investigação e há muitas pessoas que querem descobrir o que aconteceu. Por isso, tudo o que puder fazer para ajudar o procurador-geral seria ótimo. Biden andou a vangloriar-se que travou a investigação, por isso seria ótimo se pudesse investigar”, pode ler-se no resumo da conversa agora divulgado pela Casa Branca.

Segundo o semanário Expresso, Trump também pediu a Zelensky para entrar em contacto com o seu advogado pessoal, Rudolph Giuliani, e com o procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr.

Os democratas anunciaram, esta terça-feira, que iniciaram formalmente o processo de ‘impeachment’ (destituição) do Presidente norte-americano. Em causa está precisamente a pressão de Trump junto do Presidente Zelenski para que investigasse a empresa do filho de Biden neste país do leste europeu, em troca de financiamento e apoio militar.

Durante a conversa telefónica, Trump não fez qualquer referência ao pacote de ajuda financeira à Ucrânia de 250 milhões de dólares, cerca de 226 milhões de euros, que tinha sido suspenso uns dias antes.

Para o afastamento ser confirmado seria preciso que dois terços dos senadores votassem nesse sentido, algo que implicaria que 20 republicanos votassem contra o Presidente. Trump já considerou que o anuncio dos democratas não é nada mais do que uma “caça às bruxas”.

Em declarações aos jornalistas, esta quarta-feira, o Presidente ucraniano negou que Trump o tenha pressionado, afirmando que a única pessoa que o consegue pressionar é o seu filho de seis anos.

A mim ninguém me pressiona porque sou o Presidente de um país independente. A única pessoa que me pode pressionar é o meu filho, que tem seis anos”.

Em toda a história dos EUA, nunca houve um Presidente destituído. Apenas dois chefes de Estado enfrentaram esta medida — Bill Clinton em 1998 e Andrew Johnson em 1868 — tendo ambos sido absolvidos.

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