Moscovo aprova envio de forças armadas russas para a Ucrânia

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Tanque blindado russo T-90 na Praça Vermelha

Tanque blindado russo T-90 na Praça Vermelha

O Conselho da Federação (câmara alta do parlamento) aprovou o pedido apresentado pouco antes pelo presidente russo para autorizar “o recurso às forças armadas russas no território da Ucrânia.

O recurso às forças armadas da Rússia na Ucrânia foi aprovado hoje por unanimidade pelo Conselho da Federação em Moscovo, após um pedido nesse sentido apresentado pelo presidente Vladimir Putin.

Reunido em sessão extraordinária, o Conselho da Federação (câmara alta do parlamento) aprovou o pedido apresentado pouco antes pelo presidente russo para autorizar “o recurso às forças armadas russas no território da Ucrânia, até à normalização da situação política neste país”.

O presidente russo, Vladimir Putin, começou por pedir hoje, ao Conselho da Federação (câmara alta do parlamento) para aprovar “o recurso às forças armadas russas na Ucrânia” até à normalização da situação.

Segundo um comunicado do serviço de imprensa do Kremlin, Putin pediu ao Conselho da Federação para autorizar “o recurso às forças armadas russas no território da Ucrânia” devido “à situação extraordinária na Ucrânia e à ameaça que pesa sobre a vida dos cidadãos russos, dos (nossos) compatriotas, das forças armadas russas destacadas na Ucrânia” e “até à normalização da situação política neste país”.

O primeiro-ministro do governo autónomo da Crimeia, Sergiy Aksionov, eleito na quinta-feira num parlamento controlado por um comando armado pró-russo, apelou hoje a Putin para ajudar a restaurar “a paz e a calma” na Crimeia.

Aksionov não é reconhecido pelas novas autoridades de Kiev, tendo o presidente interino ucraniano, Oleksandr Turchinov, publicado hoje um decreto em que considera ilegítima a sua eleição.

A Crimeia foi anexada à Ucrânia em 1954, quando esta integrava a URSS, e continua a albergar a frota naval russa do Mar Negro.

Os censos mais recentes indicam que naquele território, com 26.081 quilómetros quadrados, vivem cerca de dois milhões de pessoas, incluindo 60 por cento de russos, 25 por cento de ucranianos e 12 por cento de tártaros.

No âmbito do conflito que está a viver a Ucrânia, os russos acusam as novas autoridades em Kiev de “usurpação do poder”, na sequência da deposição do Presidente Viktor Ianukovich, e de pretenderem impor na península a “cultura ucraniana”.

Pelo contrário, os tártaros locais defendem a unidade e integridade territorial da Ucrânia e opõem-se à convocação de um referendo separatista.

/Lusa

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