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Caso Sócrates. Dinheiro em contas de Carlos Santos Silva disparou 150%

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Luís Ruivo / Lusa

Entre 2007 e 2010, Carlos Santos Silva, amigo de José Sócrates suspeito de guardar o dinheiro do antigo primeiro-ministro, terá aumentado a sua fortuna em 150%, avança o Correio da Manhã este sábado.

De acordo com o diário, no período em causa – que coincide com a época em que José Sócrates foi primeiro-ministro – o património de Carlos Santos Silva cresceu de 10 milhões de euros para cerca de 25 milhões de euros.

Os dados referentes às contas de Santos Silva constam em documentação da UBS, banco com sede na Suíça, enviada pelo Ministério Público da Suíça para a Operação Marquês, em resposta a uma carta rogatória das autoridades portuguesas.

Datada do final de abril de 2016, os documentos indicam, segundo escreve o CM, que o amigo de Sócrates tinha, a 6 de julho de 2007, uma “fortuna estimada em torno de 10 milhões de euros”. Pouco mais de três anos depois, a 18 de dezembro de 2010, Santos Silva contava com “uma fortuna estimada em torno de 25 milhões de euros, com grande potencial”, segundo a mesma documentação citada pelo diário.

Santos Silva é apresentado  como um cliente com “formação de engenheiro civil, mas atua como consultor em grandes projetos em Portugal, em Angola e no Brasil (aeroportos, TGV, autoestradas)”, observa o documento. Por estes mesmos trabalhos de consultoria, Santos Silva ganhava comissões que seriam pagas por Governos na sua maioria.

O Ministério Público sustenta que Sócrates deu uma compensação financeira a Carlos Santos Silva, por serviços prestados e em troca da cedência das suas contas bancárias para a circulação de dinheiro alegadamente destinado ao antigo primeiro-ministro.

Em causa estará um comissão de 10% sobre o valor total, ou seja, uma comissão de cerca de 2,5 milhões de euros, aponta ainda o MP citado pelo Correio da Manhã.

  ZAP //

3 Comments

  1. Incompetência das entidades financeiras e do MP.
    O dinheiro não nasce nem cresce. O dinheiro transfere-se e se a conta subiu de 10 milhões de euros para cerca de 25 milhões de euros, procurem a proveniência da transferência (provavelmente de off-shores) e apliquem a lei pura e dura.
    Se não sabem fazer isto, usem o hacker Rui. Ele sabe !

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