Chefe do Exército volta a nomear os cinco comandantes exonerados

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O Chefe do Estado-Maior do Exército, General Frederico José Rovisco Duarte

O chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, voltou a nomear para os mesmos cargos os cinco comandantes que tinha exonerado para não perturbar as averiguações internas sobre o furto de material de guerra em Tancos.

“O Exército informa que os oficiais em causa foram nomeados pelo Chefe do Estado-Maior do Exército para os mesmos cargos, com efeitos a partir de 18 de julho de 2017”, é referido num comunicado do Exército.

A decisão foi tomada “considerando que com a conclusão destas averiguações se encontram ultrapassadas as razões que justificaram a exoneração dos comandantes”.

A exoneração destes militares tinha sido anunciada no passado dia 01 pelo chefe do Estado-Maior do Exército, Rovisco Duarte, em declarações à RTP.

“Não quero que haja entraves às averiguações e decidi exonerar os cinco comandantes das unidades que de alguma forma estão relacionadas com estes processos”, anunciou Rovisco Duarte, em declarações à RTP.

O porta-voz do ramo, tenente-coronel Vicente Pereira, esclareceu posteriormente que estas exonerações visavam um “afastamento temporário” e que no final das investigações internas poderiam “voltar a funções”.

Os militares exonerados eram o comandante da Unidade de Apoio da Brigada de Reação Rápida, tenente-coronel Correia, o comandante do Regimento de Infantaria 15, coronel Ferreira Duarte, o comandante do Regimento de Paraquedistas, coronel Hilário Peixeiro, o comandante do Regimento de Engenharia 1, coronel Paulo Almeida, e o comandante da Unidade de Apoio de Material do Exército, coronel Amorim Ribeiro.

A decisão do CEME de exonerar os cinco comandantes de unidade suscitou polémica no Exército, com dois generais da estrutura superior do Exército a assumirem publicamente a sua discordância face à forma como o Rovisco Duarte geriu este caso.

O tenente-general António de Faria Menezes pediu a exoneração do comando das Forças Terrestres, ocupado agora em “suplência” pelo número 2, major-general Cóias Ferreira.

A segunda “baixa” foi a do tenente-general Antunes Calçada, que pediu a passagem à reserva por, segundo noticiou o semanário Expresso, “divergências inultrapassáveis” com o CEME alegadamente devido à forma como o general Rovisco Duarte decidiu exonerar os cinco comandantes.

// Lusa

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9 COMENTÁRIOS

  1. Pior a emenda que o sinete.
    Se foi mau exonerar, ainda é pior renomear depois do que se têm falado e do muito que há ainda por saber.
    Porque foram exonerados???
    Porque foram renomeados???

  2. pois foi só uma forma de pagar uma indemnização e voltar a integrar com mais uns milhares no bolso.
    Obrigado costa por teres acabado com a austeridade e pagarmos estes actos de gestão maravilhosa

  3. De facto vá-se lá entender este Chefe do Estado Maior do Exército. Quem é o responsável pelo desaparecimento das armas? Ninguém! Não reconheço estas Forças Armadas. Será que perdi 18 meses no meu tempo de serviço militar obrigatório?

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