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18 horas depois, PSD desmente notícia das viagens ao Euro pagas a deputados

PSD / Flickr

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro

O PSD garante que os deputados Luís Montenegro, Hugo Soares e Luís Campos Ferreira pagaram do próprio bolso as respectivas viagens a França, para verem jogos da Selecção Portuguesa no Euro 2016. A reacção do partido surge 18 horas depois de a notícia ter saído no Observador.

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A publicação avançou que o dono da Olivedesportos, Joaquim Oliveira, pagou as viagens de Luís Montenegro, líder do grupo parlamentar do PSD, de Hugo Soares, vice-presidente da bancada social-democrata, e de Luís Campos Ferreira, deputado e ex-secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, a França, para assistirem a jogos de Portugal no Euro 2016.

O Observador adiantou que os três deputados do PSD terão também almoçado no conceituado restaurante Brasserie George a expensas de Joaquim Oliveira.

As viagens terão sido feitas através da agência Cosmos, também propriedade de Joaquim Oliveira. Foi esta mesma agência que cedeu à Galp os bilhetes que a empresa de energia ofereceu aos secretários de Estado Fernando Rocha Andrade e João Vasconcelos.

Este caso envolvendo a Galp e Rocha Andrade está no meio de acesa discussão e já a ser investigado pelo Ministério Público, especialmente por causa do conflito que o governo mantém com a empresa, no domínio da Contribuição Extraordinária de Energia.

PSD garante que a notícia é “falsa”

A JSD de Braga chegou a apontar o dedo aos deputados sociais-democratas que terão viajado a expensas de Joaquim Oliveira, acusando-os de falta de coerência. “Não podemos apregoar um caminho e os nossos representantes fazerem o contrário”, salientou num comunicado publicado pelo jornal i.

Mas, 18 horas depois da notícia do Observador e após os deputados envolvidos terem recusado comentar o caso, o PSD vem garantir que a informação é “falsa”.

Num comunicado citado pelo jornal Sol, o partido frisa que os três deputados “deslocaram-se a França, assumindo por sua conta os custos das respectivas deslocações, tendo assistido, com orgulho e emoção, a jogos da nossa Selecção ao lado das mais altas figuras do Estado.

No texto assinado por Luís Montenegro, Hugo Soares e Luís Campos Ferreira, estes sublinham que não podem ser “usados como cortinas de fumo perante questões legal e eticamente incomparáveis e inconfundíveis”, numa referência ao caso da Galp.

Os deputados sustentam que não se podem situar os dois casos “no mesmo patamar legal e ético”, realçando que no caso de Rocha Andrade estão em causa “viagens oferecidas por empresas privadas qOKue se relacionam directamente com as respectivas tutelas e com as quais o Estado tem presentemente litígios judiciais“.

Passos Coelho também viajou para França, para ver a Selecção jogar, durante o Euro 2016, juntamente com o secretário-geral do PSD, Matos Rosa, mas ambos suportaram das contas pessoais aos gastos inerentes.

ZAP

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