Viagem à China faz mais uma baixa no Governo

O adjunto do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Nuno de Almeida Barreto, foi esta quinta-feira exonerado do cargo, segundo uma nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

“Tendo o adjunto Nuno Miguel de Almeida Barreto colocado o seu lugar à disposição do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, foi o mesmo exonerado, nesta data, das suas funções”, refere a nota enviada à agência Lusa.

Esta quinta-feira, o jornal Observador revelou uma quebra do Código de Conduta da parte de Nuno de Almeida Barreto, especialista do gabinete do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro. De acordo com a SIC, Nuno Barreto colocou o lugar à disposição, e o secretário de Estado aceitou a exoneração do seu adjunto.

Ainda segundo o Observador, o adjunto do Secretário de Estado “fez uma viagem à China com a estadia paga pela empresa chinesa Huawei, em janeiro de 2017″, já depois de ter sido aprovado o Código de Conduta do XXI Governo Constitucional.

O Código de Conduta do executivo liderado por António Costa surgiu após a polémica gerada à volta dos antigos secretários de Estado Fernando Rocha Andrade , João Vasconcelos e Jorge Costa Oliveira, que aceitaram convites da Galp para assistir a jogos da selecção nacional no Euro 2016 em França.

Ao abrigo do referido Código, “os membros do Governo abstêm-se de aceitar ofertas, a qualquer título, de pessoas singulares e colectivas privadas, nacionais ou estrangeiras, e de pessoas colectivas públicas estrangeiras, de bens, consumíveis ou duradouros, que possam condicionar a imparcialidade e a integridade do exercício das suas funções”.

Além de Nuno Barreto, também o presidente da Câmara de Oeiras, Paulo Vistas, o vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, Sérgio Azevedo, o vereador do PSD na Câmara de Oeiras Ângelo Pereira, e o presidente da Junta de Freguesia da Estrela, Luís Newton, estão envolvidos no caso da viagem à China, já conhecido como “Huaweigate“.

ZAP // Lusa

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5 COMENTÁRIOS

  1. Como e que o titulo da noticia e “mais uma baixa no governo” quando os outros envolvidos, de acordo com a noticia sao autarcas e/ou do PSD? Houve mais alguem do governo envolvido? Houve mais alguma “baixa”?

  2. Senhor Jornalista,
    A formação é essencial em qualquer profissão, mas especialmente na sua cuja missão é informar com rigor.
    Ora, deverá saber que adjuntos dos gabinetes não são membros do governo. São meros colaboradores, normalmente sem vínculo à administração pública, pessoas da confiança do membro do governo que os contrata.
    Membros do governo são o primeiro-ministro, ministros, secretários de estado e subsecretários, se existirem.

    • Caro Fernando Mota Feliz,
      Muito obrigado pelo seu reparo. Tecnicamente, tem toda a razão.
      Considerar um “técnico de gabinete” como uma “baixa no governo” foi uma generalização muito discutível de que nos apercebemos ao fazer a peça, e que decidimos assumir por ter percebido que todos os órgãos de comunicação nacionais a estavam a fazer – nomeadamente órgãos de referência como Publico, DN, Observador, TVI24 (et al).

  3. membros do governo è uma força de expressao, eu diria desgoverno…. claro que um adjunto nao faz parte do governo faz parte do secretario de estado.. como este é peça do governo sera uma desconsideraçao que nao seja considerado membro do governo .. so na geringonça isso se passa…
    seria como dizer que os dedos nao fazem parte do braço….!!!!! ai ai.. estes geringonceiros sao ca uns pacovios!!!!!….

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