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Já foram vacinados 4828 profissionais de saúde. Vacinação em lares começa em janeiro

Hugo Delgado / Lusa

A vacina contra a covid-19 já foi administrada em 4828 profissionais de saúde, avançou a ministra da Saúde, esta segunda-feira, com base no sistema de registo de vacinas, numa visita ao Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

“Números de ontem ao final do dia do sistema Vacinas indicavam que já 4828 doses tinham sido administradas a profissionais nestes centros hospitalares: centro hospitalar universitário de São João, centro hospitalar universitário do Porto, centro hospitalar universitário de Coimbra, centro hospitalar universitário de Lisboa Central e centro hospitalar universitário Lisboa Norte”, afirmou Marta Temido.

Segundo a governante, que já hoje passou também pelo Hospital Curry Cabral para acompanhar uma ação de vacinação, a segunda entrega de doses da vacina da Pfizer-BioNTech vai permitir estender o processo de vacinação para “outros hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) – com exceção de alguns hospitais especializados que não receberam doentes covid e que não têm nesta fase critérios de elegibilidade – e também para os agrupamentos de centros de saúde”.

“Estamos em crer conseguir fazer o processo até ao final do dia de amanhã [terça-feira] da vacinação dos profissionais elegíveis para este primeiro momento”, frisou, garantindo que não haverá uma exclusão do setor privado: “Os profissionais de saúde estão abrangidos independentemente da sua entidade empregadora e a opção de começar a fazer a vacinação no SNS prende-se com o seu caráter central no sistema de saúde português. Iremos num outro momento fazer a coleta da informação de profissionais elegíveis noutros setores e o encaminhamento das doses”.

Questionada sobre o registo de reações adversas à administração das vacinas nestes primeiros dias, Temido indicou que foram notificadas “poucas reações” e somente “ligeiras”, notando que “as reações são sempre monitorizadas, registadas e comunicadas” e que a toma de qualquer medicamento “não é isenta de risco”, independentemente de se tratar ou não da vacina contra a covid-19.

Lares começam vacinação em janeiro

A ministra disse que está previsto começar a vacinação nos lares no início de janeiro, mas explicou que nas unidades com surtos ativos isso só acontecerá quando estes estiverem resolvidos.

“Neste momento está a ser concluído o processo de identificação das estruturas residenciais para idosos que são objeto desta administração, sendo certo que há uma circunstância que temos de ter presente, que são as unidades que têm surtos, que não serão alvo de vacinação enquanto o surto se mantiver ativo, por uma questão de segurança”, disse Temido.

A governante informou também que a segunda entrega das vacinas da Pfizer-BioNTech , com 70.200 doses, já chegou hoje a Portugal, sublinhando que o país não foi afetado por um atraso da empresa farmacêutica.

“Portugal recebeu já a quantidade de vacinas desta segunda entrega que estava prevista e, portanto, não fomos atingidos por esse transtorno na entrega que terá atingido outros países. O que tínhamos previsto desde o início é que haveria entregas no dia 28, que ainda não terminou, e sabemos que este é um processo complexo do ponto de vista logístico”, afirmou a governante, aludindo ao atraso da segunda entrega já reportado em Espanha.

A Pfizer Espanha divulgou que “esta noite foi informada pela sua fábrica em Puurs (Bélgica) do atraso dos envios para oito países europeus, incluindo Espanha, devido a um problema no processo de carregamento e expedição”.

Temido explicou que esta entrega “já se materializou em parte para o aeroporto do Porto” e que será também distribuída “para a continuação deste processo de vacinação em mais hospitais do Serviço Nacional de Saúde e também já nas primeiras unidades de cuidados de saúde primários” do país.

“Aguardamos ainda o transporte – que se prevê que seja direto – para o arquipélago dos Açores e para o arquipélago da Madeira”, acrescentou a ministra, que indicou que Portugal estima receber “79.950 entregas em cada uma das quatro semanas de janeiro” e que tem a convicção de que o país vai “conseguir superar essas circunstâncias que hoje afetaram alguns países”.

  ZAP // Lusa

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