Trump agiu em nome do “interesse público”, alega defesa. Presidente dos EUA pode ser absolvido sexta-feira

Oliver Contreras / EPA

O Presidente dos EUA, Donald J. Trump

A dúvida sobre se John Bolton vai testemunhar continua a marcar o impeachment de Donald Trump. É possível que o Presidente dos Estados Unidos seja absolvido já esta sexta-feira.

Depois de cada lado ter tido três dias para expor os seus argumentos iniciais, a sessão desta quarta-feira foi a primeira de duas dedicadas às perguntas dos senadores, tendo-se prolongado até às 23h de Washington (4h em Lisboa) com a questão das testemunhas a marcar o dia.

“Se um Presidente faz algo que acredita que o ajudará a ser reeleito no interesse do público, isso não pode ser o tipo de contrapartida que resulta num impeachment”, disse o advogado de Trump, Alan Dershowitz

Por outro lado, sobre a sessão pairou a dúvida sobre o testemunho de John Bolton. A possibilidade de testemunho do ex-conselheiro de Trump já está a fazer vacilar alguns republicanos, que ponderam votar ao lado dos democratas e chamar Bolton a testemunhar perante o Senado.

John Bolton tem sido uma testemunha desejada pelos democratas, mas nunca foi ouvido porque Donald Trump proibiu os funcionários e ex-funcionários da Casa Branca de participar no inquérito de impeachment com o argumento de evitar que informação confidencial fosse revelada.

Bolton está no centro do processo desde o último domingo, dia em que o jornal norte-americano The New York Times publicou o conteúdo de um manuscrito de um livro que Bolton pretende publicar em breve e no qual o ex-conselheiro de Trump revela que o Presidente dos EUA bloqueou o financiamento da ajuda militar prestada pelos norte-americanos à Ucrânia e decidiu só descongelar o apoio, no valor de 391 milhões de dólares, quando a Ucrânia anunciasse investigações aos negócios do filho de Joe Biden.

Ao longo do dia, os republicanos mostravam não perder a esperança na rápida absolvição de Donald Trump. Porém, vários senadores e membros da defesa de Trump deixam o aviso: se os democratas chamarem testemunhas, os republicanos também o vão fazer — provavelmente chamando Joe Biden ou Hunter Biden.

Para sexta-feira está pré-agendada a votação sobre a chamada de testemunhas.

Com John Bolton, “estaríamos na 6.ª Guerra Mundial”

O Presidente dos Estados Unidos usou, esta quarta-feira, o Twitter para atacar o ex-conselheiro de Segurança Nacional, John Bolton, depois de este o ter implicado diretamente no escândalo ucraniano.

Trump atacou Bolton, começando por dizer que o ex-conselheiro de Segurança Nacional “não conseguiu aprovação para ser embaixador da ONU há alguns anos atrás, não conseguia ser aprovado para nada desde essa altura” e que lhe “implorou por um emprego no Senado”.

“Se eu lhe desse ouvidos, estaríamos na 6.ª Guerra Mundial”, escreveu Trump, acrescentando que Bolton “sai e imediatamente escreve um livro desagradável e falso”.

John Bolton despedido em setembro por Trump, quando Donald Trump procura aberturas diplomáticas com dois dos inimigos mais intratáveis ​​dos Estados Unidos, esforços que são divergentes das ideias de pessoas como Bolton, que vê a Coreia do Norte e o Irão como não confiáveis. No final do ano passado, Bolton mostrou-se disponível para testemunhar, dando a entender que pode revelar informação sobre Donald Trump, com um misterioso “estejam atentos”.

O Presidente norte-americano foi acusado de pressionar o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, a investigar o seu rival político e ex-vice-Presidente Joe Biden. Esta chamada, cuja transcrição foi revelada na última semana após a queixa de um denunciante, levou os democratas a darem início a um processo de impeachment presidencial. Na segunda-feira, o advogado pessoal de Trump, Rudy Giuliani, recebeu uma intimação relacionada com os seus contactos com as autoridades ucranianas.

Mais tarde, o Governo australiano confirmou que houve uma segunda chamada, em que Donald Trump pressionou o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, para que este o ajudasse a descredibilizar a investigação do procurador especial Robert Mueller. O governo australiano confirmou que a chamada aconteceu e que o primeiro-ministro concordou em ajudar.

A Casa Branca restringiu o acesso à transcrição da conversa telefónica entre o Presidente dos EUA e o primeiro-ministro da Austrália a um pequeno grupo de assessores. A decisão é invulgar mas semelhante à que foi tomada no caso da chamada com o Presidente da Ucrânia.

O Presidente nega ter cometido quaisquer irregularidades e classifica o processo de impeachment como “uma farsa”.

ZAP //

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