Afinal, trabalhadores em regime de lay-off vão pagar IRS

José Sena Goulão / Lusa

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira (D), acompanhado pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho

Os trabalhadores que forem colocados em regime lay-off vão ter de pagar IRS sobre o rendimento que recebam (cerca de dois terços do salário bruto).

Segundo a edição desta segunda-feira do Jornal de Negócios, os trabalhadores que forem colocados em lay-off vão ter de pagar IRS sobre o rendimento que recebam, seja em relação à parte suportada pela Segurança Social, seja em relação à parte assegurada pelo empregador.

Na sexta-feira, a bastonária da Ordem dos Contabilistas, Paula Franco, já tinha dito que entendia que o trabalhador abrangido pelo regime de lay-off “vai ficar sujeito a IRS”.

“Claro que nós temos tabelas progressivas em termos de IRS e portanto o que pode acontecer é que o valor relativo aos dois terços [da retribuição] não caia num valor sujeito” a impostos, disse. “Mas se cair num escalão que fique sujeito tem de se fazer a retenção na fonte.”

Tal como sempre acontece no IRS, o imposto será retido pela empresa de acordo com as tabelas de retenção na fonte, que poupam os rendimentos mais baixos.

O trabalhador terá ainda de fazer descontos para a Segurança Social (11%). Como pagará IRS, ao contrário do que indicavam as primeiras simulações, o rendimento líquido será ainda mais baixo do que o inicialmente previsto, pelo menos no caso de rendimentos médios e elevados.

O Governo estima que o número de trabalhadores que venham a usufruir do regime de lay-off chegue a um milhão.

ZAP //

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2 COMENTÁRIOS

  1. Depois digam mal do ministro holandês. É esto o estado chulo que tem oprimido os Portugueses e Portugal!
    Mas o dinheiro para o aeroporto, para o lítio, para os magalhães, para as Portugal Telecom, bes, submarimos, bpn, etc para isso tudo nunca faltará.
    Venham agora bater no ministro holandês.

  2. Eu como ainda não ouvi nada de concreto do governo, até aqui só ouvi blá blá blá, referente ao que diz que aguda as Empresas, que estas vão comprar dinheiro aos bancos para nunca mais levantarem cabeça, Eu como contribuinte que ando a pagar desde 2008 aos bancos falidos dinheiro que lhes foi dado pelo governo a fundo perdido, agora não posso ir comprar o meu dinheiro aos bancos e com juros, como em tempo de crise todos temos que arregaçar as mangas, Eu tenho duas propostas ao governo, primeira todos os políticos no ativo e na reforma enquanto não voltarmos à normalidade passam a receber por Mês 66% do ordenado mínimo nacional, segunda proposta o governo pagar a fundo perdido aos trabalhadores e gerentes das pequenas e medias Empresas e isenta as mesmas a fundo perdido da TSU só até estamos a laborar na normalidade, e o governo pode ter a certeza que a quantia a despender é uma gota no oceano comparado com o que demos aos bancos, se estas duas propostas que aqui referi não chegaram às nossas mãos com muita urgência, tem que pagar aos trabalhadores despedidos o fundo de desemprego por falência de Empresas, António Barata

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