Suspeitos do assalto a Tancos já estão identificados

Paulo Novais / Lusa

Militares à entrada dos Paióis Nacionais do Polígono Militar de Tancos

A Procuradoria Geral da República terá já apresentado ao Ministério da Defesa uma participação disciplinar contra a Polícia Judiciária Militar. Há dois militares identificados como suspeitos no assalto.

dois militares identificados como suspeitos no caso do roubo de armamento nos Paióis Nacionais de Tancos, de onde desapareceram em junho granadas de mão ofensivas e munições de calibre militar, revela o SOL na sua edição deste sábado.

Segundo afirmou na altura o Exército, “foi detectada uma violação dos perímetros de segurança dos Paióis Nacionais de Tancos e o arrombamento de dois paiolins”, em sequência do que terá sido confirmado o desaparecimento de armamento diverso.

As especulações de que se tratasse de um caso de terrorismo foram desde cedo afastadas  pelas autoridades, que levantaram suspeitas de que se tratasse de “uma encomenda proveniente do submundo do crime organizado“.

Entretanto, segundo garantiu ao SOL fonte conhecedora do processo, a Procuradoria Geral da República já terá apresentado ao Ministério da Defesa uma participação disciplinar relativa à actuação da Polícia Judiciária Militar na apreensão do armamento dos Paióis Nacionais de Tancos, recuperado na quarta-feira na Chamusca.

Segundo o semanário, a Polícia Judiciária não terá ficado satisfeita por não ter sido imediatamente informada da descoberta do material furtado, e quer agora garantias de que “a intervenção da PJM na recolha das armas não prejudica a investigação”.

Questionada pelo jornal, a PGR não confirmou a queixa, dizendo que “nada mais tinha a acrescentar à informação já prestada”.

O assalto aos Paióis de Tancos abriu uma guerra entre o Ministério Público e os militares, mas as quezílias entre a Polícia Judiciária Militar e o Ministério Público não são novidade. Esta é uma guerra antiga que, com o passar dos anos, se tem acentuado.

A Polícia Judiciária Militar, órgão da Polícia Criminal que actua no âmbito dos crimes estritamente militares e que depende do Ministério da Defesa, é constituída por cerca de cem militares de carreira que frequentaram a escola da Polícia Judiciária.

Apesar de ser o Departamento Central de Investigação e Acção Penal a liderar a investigação, para os militares, o assalto a Tancos “é um crime essencialmente militar” – razão pela qual a PJM terá entendido actuar de imediato, na madrugada de quarta-feira, após a chamada anónima que conduziu à recuperação do material roubado.

No entanto, o “mal-estar entre o DCIAP e a PJM é notório”, e segundo explica esta sexta-feira ao JN um ex-procurador, o que está em causa é “garantir que não houve intenção de esconder alguma coisa que os militares não tinham interesse em que se soubesse”.

ZAP //

5 COMENTÁRIOS

  1. Afinal não existiu mesmo roubo, no verdadeiro sentido da palavra-não entraram carros do exterior para levar material, tambem não rebentaram com a rede para lá entrar etc….. Foi tudo de dentro para fora. e SABE-SE LÁ QUANDO ISSO ACONTECEU.

  2. Guerrinhas politicas entre 2 serviços que deviam trabalhar para um objetivo comum ! Pouca vergonha. Deixem-se de politiquices e apurem a verdade.

  3. Um juizo de valor: Temos em PORTUGAL o que designo de uma tropa fandanga. Nao admira, foram paridos pelos mesmos capitaes que concretizaram a 3ª abrilada de estroinas imberbes e covardolas de Portugal (uns apatridas a soldo dos russofilos e afins).

  4. Agora me lembro porque é que alguém em tempo oportuno lançou a ideia de que o “assalto” a Tancos não passava de uma artimanha para atacar o Governo, neste caso o PS. Como, afinal, não houve assalto, houve uma malandrice, essa ideia faz todo o sentido. Coitado do País que tem desta gente.

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