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PS admite nacionalização do Novo Banco se não existirem ofertas válidas

O vice-presidente da bancada socialista, João Galamba, admitiu esta quarta-feira a nacionalização do Novo Banco como último recurso, caso não existam compradores e ofertas válidas.

A hipótese foi colocada durante o Fórum da TSF. “Se não houver nenhuma oferta que proteja os contribuintes, que dê viabilidade ao banco, se calhar, o melhor é mesmo o banco ficar na esfera pública”, disse o socialista.

João Galamba não afasta a possibilidade de discutir a proposta do PCP para nacionalizar o Novo Banco, mas sublinha que o PS defende a venda da instituição a privados.

“No caso do Novo Banco, temos bastante mais tempo para lidar com o problema [do que com o Banif], até agosto de 2017 para vender. A ideia do PS é vender o banco e tentar realizar o maior ganho financeiro possível e limitar as perdas e recuperar o máximo de valor possível para o Estado e contribuintes portugueses”, disse o deputado, no parlamento.

O economista socialista salientou, no entanto, que o “debate não deve estar centrado em vender ou nacionalizar”.

PCP apresentou esta terça-feira um projeto de resolução para a nacionalização do Novo Banco, o “banco bom” originado pela resolução do antigo BES e o investimento por parte do Estado de cerca de 4,9 mil milhões de euros para recapitalizar o fundo de resolução bancária.

O primeiro-ministro e líder socialista, António Costa, afirmou sobre o assunto que “a pressa é má conselheira” e há que “dar tempo para se encontrar uma boa solução” para o Novo Banco.

João Galamba ressaltou que “é preciso perceber exatamente o que implicaria ser público”, lembrando que “o Estado já tem um banco público” e “ter dois não seria propriamente a escolha do PS”.

“Divergimos do PCP, agora temos um ano para debater o problema e avaliar potenciais ofertas de compradores e veremos o que vai acontecer. Quem defende a nacionalização do Novo Banco tem de explicar por que a defende, qual o modelo de negócio que defende, qual a compatibilização da existência de outro banco público – com uma dimensão, neste caso, até maior do que a Caixa Geral de Depósitos -, em que medida o acionista Estado teria capacidade financeira para atuar nos dois bancos”, enumerou o deputado socialista.

João Galamba remeteu o sentido de voto do grupo parlamentar socialista relativamente à iniciativa do PCP para depois do natural “debate interno”.

Na segunda-feira, o economista Vítor Bento – conselheiro de Estado de Cavaco Silva e ex-presidente do Novo Banco -, admitiu que a nacionalização da instituição poderá ser “uma saída possível”, considerando que “a venda não será já muito favorável”.

ZAP

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