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Portugal pode atingir linha vermelha dos 120 novos casos por 100 mil habitantes em dois meses

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Portugal pode atingir uma taxa de incidência de de 120 casos por 100 mil habitantes daqui a dois ou mais meses se se mantiver o atual ritmo de crescimento deste indicador.

Esta é a conclusão de um relatório publicado este sábado pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA) que, segundo a TSF, alerta que os efeitos da Páscoa e do desconfinamento podem sentir-se “nas próximas semanas”.

“O número de novos casos de infeção por SARS-CoV-2/COVID-19 por 100.000 habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, foi de 66, com tendência ligeiramente crescente a nível nacional. Estima-se que o tempo de duplicação da incidência seja de 86 dias, o que significa que, à atual taxa de crescimento, será preciso dois ou mais meses para atingir a linha de 120 casos por 100.000 habitantes”, lê-se no segundo relatório de monitorização das linhas vermelhas para a covid-19.

O INSA assinala que o Alentejo, com um índice de transmissibilidade (Rt) de 0,99, regista um valor abaixo de 1. A nível nacional , o Rt situa-se em 1,02.

O indicador tem vindo a aumentar “desde 10 de fevereiro de 2021”. No Algarve, contudo, “observa-se uma redução do Rt em comparação com último relatório (1,19 para 1,05) sugerindo o desacelerar do aumento da incidência na região”.

O número diário de internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) também vem a decrescer e, a 7 de abril, era de 122, um número “inferior ao valor crítico definido (245 camas ocupadas)”.

A proporção de testes positivos para SARS-Cov-2, de 2 a 8 de abril, foi 1,5%, “valor que se mantém abaixo do objetivo definido de 4%”.

O relatório nota ainda que a variante B.1.1.7, que é associada ao Reino Unido, “representava [na primeira quinzena de março] já 82.9% dos casos de infeção” em Portugal. Já as variantes da África do Sul e do Brasil são responsáveis por 2,5% e 0,4% dos restantes casos, respetivamente.

O INSA admite que os efeitos da Páscoa e o início do desconfinamento podem refletir-se “nas próximas semanas”.

  ZAP //

 

1 Comment

  1. Se o índice de transmissibilidade já está acima de 1, porque é que o Costa e os seus subordinados não reavaliam as medidas de desconfinamento?

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