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PJ faz buscas na Câmara de Pedrogão Grande

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Município de Pedrógão Grande / Facebook

O presidente da Câmara de Pedrogão Grande, Valdemar Alves (à direita).

A Polícia Judiciária está a realizar buscas na Câmara de Pedrogão Grande no âmbito das suspeitas de irregularidades na atribuição de fundos para a reconstrução de casas destruídas pelo grande incêndio de 2017, revelou fonte da Polícia Judiciária (PJ).

As buscas dos inspetores da PJ realizam-se também na Casa da Cultura, onde esteve sediado o gabinete que analisava os processos sobre a reconstrução das casas.

A notícia foi avançada pela TVI24. Entretanto uma fonte da PJ esclareceu à agência Lusa que são diligências de investigação no “âmbito do processo de atribuição de fundos para a reconstrução de casas”.

“Estamos empenhadíssimos em investigar num prazo curto”, sintetizou a referida fonte.

Em causa neste processo estão denúncias feitas por duas reportagens, uma da Visão e outra da TVI, que aludiam a situações ilegais na atribuição de fundos para a reconstrução de habitações.

As duas reportagens referiam que casas que não eram de primeira habitação foram contempladas com obras em detrimento de outras mais urgentes, e também que casas que não arderam foram reconstruídas com fundos solidários.

A presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, Ana Abrunhosa, negou a existência destas situações, mas, ainda assim, enviou 21 processos para análise ao Ministério Público.

O presidente da Câmara de Pedrogão Grande, Valdemar Alves, também negou estas acusações, enviando igualmente para análise um conjunto de processos.

O incêndio que deflagrou em 17 de Junho de 2017, em Escalos Fundeiros, concelho de Pedrogão Grande, e que alastrou depois a concelhos vizinhos, provocou 66 mortos e 253 feridos, sete deles com gravidade, tendo destruído cerca de 500 casas, 261 das quais eram habitações permanentes, e 50 empresas.

Em Junho, no inquérito relacionado com a responsabilidade do incêndio, eram 10 os arguidos, todos pessoas singulares, de acordo com a Procuradoria-Geral Distrital de Coimbra.

  ZAP // Lusa

14 Comments

  1. É tudo muito estranho. Aquela gente deixou que as casas fossem construidas e só depois é que veem denunciar? Porque não denunciaram logo quando as mesmas estavam a começar a reabilitação? Ai se havia ilegalidade podiam parar.
    Ou estavam à espera que também chagasse a eles e como não chegou vieram então fazer a denuncia.

    • É tudo muito estranho. Aquela gente deixou que as casas fossem construidas e só depois é que veem denunciar? Porque não denunciaram logo quando as mesmas estavam a começar a reabilitação? Ai se havia ilegalidade podiam parar.
      Ou estavam à espera que também chegasse a eles e como não chegou vieram então fazer a denuncia.

      • “É tudo muito estranho” – Caso seja verdade é uma tristeza, aproveitam-se da desgraça alheia, isto é, não olham a meios para conseguir os fins…
        Em Portugal é habito a culpa morrer solteira, espero que a verdade venha ao de cima!

  2. O Baldermar tb conhecido como baldemerd.. sempre foi conhecido pelas malandrices… mas noutro partido..
    COmo já nada podia fazer… limites de mandatos..
    Mudou-se para o do Costinha… e continuou a brincar… é assim..
    Vamos lá ver quando começarem a desenterrar mais uns casos que por ali houve..

  3. “É tudo muito estranho” foi necessário a coragem de uma jornalista da TVI, desmascarar algum de incorreto, e já foi ameaçada ir a tribunal por falar de mais.
    Será que não há Autoridades Policiais para investigar estes e outros casos?
    Sr. Presidente Marcelo, o seu povo não quer só Beijinhos e Aulas de Natação. na sua situação exija Disciplina Rigor e Honestidade nos seus Políticos

    • O Sr. Presidente Marcelo, está tão ocupado a promover Fátima e o catolicismo, pois, não terá tempo para exigir Disciplina, Rigor e Honestidade…

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