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A Inteligência Artificial está confusa. É a vítima improvável da pandemia

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O caos em torno da pandemia do novo coronavírus, que causa a infeção por covid-19, reivindicou uma vítima improvável: os algoritmos de Inteligência Artificial (IA).

A pandemia está a confundir os algoritmos dos sistemas de aprendizagem de máquina que estão programados para dar sentido ao nosso comportamento online. Porém, o comportamento humano mudou desde que as pessoas ficaram confinadas nas suas casas para tentar travar a propagação do vírus.

Assim, de acordo com o MIT Technology Review, os algoritmos que recomendam produtos na Amazon, por exemplo, estão a ter problemas em conseguir interpretar o nosso novo estilo de vida.

Embora as ferramentas de aprendizagem de máquina sejam construídas para receber novos dados, geralmente não são tão robustas que se possam adaptar tão dramaticamente como necessário.

O portal relata o caso de uma empresa que deteta fraudes com cartão de crédito que teve de intervir e ajustar o seu algoritmo para explicar uma onda de interesse em equipamentos de jardinagem e ferramentas elétricas.

Noutro caso, um vendedor onlinde descobriu que a sua inteligência artificial estava a encomendar produtos que já não correspondiam ao que estava a ser vendido.

O portal conta ainda o caso de uma empresa cuja inteligência artificial para recomendar investimentos com base na análise de sentimentos de notícias ficou confusa com o tom geralmente negativo em todos os meios de comunicação.

“A situação é tão volátil”, disse Rael Cline, CEO da empresa de consultoria de marketing algorítmica Nozzle, citado pelo Futurism. “Na semana passada, estávamos a tentar otimizar papel higiénico e, esta semana, toda a gente quer comprar puzzles ou equipamentos de ginástica”.

Enquanto algumas empresas estão a dedicar mais tempo e recursos para orientar manualmente os seus algoritmos, outras vêem esta situação como uma oportunidade para criar melhores modelos de aprendizagem de máquina“.

  ZAP //

 

5 Comments

  1. Quem ainda não percebeu que há uma diferença qualitativa abissal entre inteligência humana e IA, não percebeu sequer o que anda cá a fazer.

    Nós temos livre vontade e ciratividade. Temos intuição e somos auto-conscientes. AI não é consciente no sentido de “self-aware”. Qualquer ser com livre vontade e criatividade, dá a volta à IA as vezes que quiser.

  2. Espero bem que se lhe curto-circuite a matriz à IA. Dessa forma adiaremos por mais algum tempo o controlo absoluto sobre a humanidade.

  3. É absolutamente simples: ninguém sabe o que está a fazer. E os que sabem nem podem ensinar quem não quer aprender.
    Quanto à IA, é baseada em códigos de processing, e isso requer no mínimo uma vida inteira para aprender decentemente a criar. Deixê-mo-los brincar às engenharias que afinal ganham por isso.

  4. Sistemas de recomendação por AI têm problemas tal como a inteligênica humana. Existe uma alteração de comportamentos e por isso há que ajustar à nova realidade. Nem todos nos ajustamos à mesma velocidade nem com os mesmos propósitos. A IA é mais objectiva nos propósitos, mas nem sempre tem todas as variáveis necessárias para este tipo de ajustes. Aqui os Humanos têm consciência do todo, e têm intuição muitas vezes catalizada pelo instinto de sobrevivência, afinado durante milhares de anos.
    Ainda assim, a capacidade de correlação das variáveis disponíveis é superior à Inteligência Humana! Não é por acaso que, por exemplo, tem melhor desempenho a identificar um cancro de pele com uma simples fotografia que os melhores especialistas…
    Não sou contra nem a favor… Há vantagens e desvantagens… pode ser usada para o bem e para o mal… enfim uma discução que daria umas quantas seasons duma série de tv 🙂

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