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Oxford suspende ensaio clínico da AstraZeneca em crianças. Valneva mostra resultados positivos

O ensaio clínico da vacina Oxford-AstraZeneca em crianças fica suspenso até serem conhecidas as conclusões do regulador sobre a possível ligação entre a vacina e a formação de coágulos sanguíneos.

Os testes da da vacina Oxford-AstraZeneca em crianças, que estavam a decorrer no Reino Unido, ficam suspensos até ser conhecida a conclusão do regulador sobre a possível ligação entre a vacina e a formação de coágulos sanguíneos, avança o Expresso.

“Os pais e filhos devem continuar a comparecer a todas as visitas agendadas e podem entrar em contacto com os locais de teste, no caso de terem alguma dúvida”, de acordo com o comunicado.

A decisão não está relacionada com “preocupações de segurança”. Trata-se de aguardar “informações adicionais” da Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA), a entidade que está a avaliar os casos raros de trombose identificados em adultos.

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) também está a avaliar a possível relação entre a vacina e os casos de coágulos sanguíneos. Está prevista para esta tarde uma conferência de imprensa sobre a vacina da AstraZeneca.

Valneva mostra resultados positivos

A empresa francesa de biotecnologia Valneva está a desenvolver uma vacina contra a covid-19 que mostrou resultados positivos nos ensaios clínicos da fase inicial. De acordo com o Expresso, ensaio de fase três deverá avançar ainda este mês.

A vacina foi testada em 153 adultos – duas doses com três semanas de intervalo – e os resultados mostram que o imunizante é “seguro“. Além disso, a empresa refere que foi “bem tolerado em todos os grupos testados, sem preocupações de segurança identificadas por um conselho de monitorização de segurança de dados independente”.

O fármaco, que utiliza um vírus inativado, gera uma resposta imunológica, com “mais de 90% de todos os participantes no estudo” a desenvolverem níveis significativos de anticorpos contra o novo coronavírus.

O semanário informa ainda que a empresa francesa está em conversações com a União Europeia (UE) para fornecer 60 milhões de doses aos Estados-membros e já assinou um acordo com o Reino Unido para fornecer até 190 milhões de doses até 2025.

  Liliana Malainho, ZAP //

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