OMS diz que vacina é relevante, mas “por si, não fará o trabalho todo”. É necessário continuar esforços

unisgeneva / Flickr

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS)

As vacinas são uma ferramenta relevante na luta contra a covid-19 e permitem vislumbrar o fim da pandemia, mas todos os outros esforços continuam a ser necessários, defendeu hoje a Organização Mundial de Saúde.

Especialistas da OMS pediram que os países não baixem a guarda com o otimismo gerado pela expectativa de chegada das vacinas e um deles, Mike Ryan, pediu “às pessoas que continuem a fazer esforços”.

“A vacinação será uma ferramenta importante e poderosa no ‘kit’ de ferramentas que temos à disposição. Mas, por si só, não fará o trabalho”, alertou.

Com a chegada das vacinas, “começamos a ver o fim da pandemia”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na sexta-feira, enquanto alertava que o vírus continua a exercer enorme pressão sobre os hospitais.

O apelo dos especialistas a que não seja baixada a guarda no combate à pandemia de covid-19 acontece quando a situação se agrava em alguns países, principalmente nos Estados Unidos, e apesar do otimismo gerado pelas vacinas.

Os EUA enfrentam um novo surto de covid-19, com 225.000 novos casos e 2.500 mortes registadas em 24 horas na sexta-feira, dias depois de muitos americanos terem viajado no final de novembro para o feriado de Ação de Graças.

Diante do perigo, o presidente eleito Joe Biden espera que a cerimónia da tomada de posse, em janeiro, seja em grande parte virtual, para seguir as “recomendações dos especialistas”. “Portanto, é altamente improvável que tenhamos um milhão de pessoas no Mall”, a grande avenida do centro de Washington, advertiu o democrata de 77 anos.

No Reino Unido, as autoridades de saúde consideram “provável” haver uma regressão significativa da pandemia, “na primavera”, devido à vacinação. Mas, estão a preparar-se para um possível agravamento depois do Natal.

O Reino Unido, que tem o maior número de óbitos na Europa desde o início da pandemia (mais de 60.000), tornou-se esta semana o primeiro país ocidental a autorizar uma vacina contra a covid-19, dando luz verde à da Pfizer e da BioNTech. As primeiras doses devem ser administradas na próxima semana.

A pandemia avança principalmente em Itália, sendo que a América Latina e o Caribe registaram um aumento de 18% de casos numa semana.

No total, há 51 vacinas candidatas que estão a ser testadas em humanos, sendo que 13 estão na fase final de testes, de acordo com a OMS.

Bélgica, França e Espanha planeiam campanhas de vacinação em janeiro, com foco nos mais vulneráveis.

Várias personalidades prometeram ser vacinadas em público para dar o exemplo, como Joe Biden e os ex-presidentes dos Estados Unidos Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton.

Enquanto se aguarda a chegada dessas vacinas, as confraternizações no Natal e no Ano Novo devem acelerar a propagação da pandemia.

// Lusa

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1 COMENTÁRIO

  1. Uma vez que os governos do mundo são compostos por personagens (já é escrever muito) incompetentes, não sei se a vacina ou as medidas serão eficazes contra o vírus.
    As pessoas (e até aquelas que estão na linha da frente – atenção, podia ser do meio, mas é da frente ) é que são tolas e só querem mostrar que têm poder de compra, porque o governo assim manda, daí a necessidade de o mesmo ter os seus amados cofres sempre cheios, e as ruas full of people.

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