Confinamento reflete-se nos hospitais: “Provavelmente não será preciso chegar ao aumento de camas”

José Artur Paiva sublinha a necessidade de manter o país confinado, pelo menos, dois meses e de o Governo programar um desconfinamento progressivo. O diretor de Medicina Intensiva do Hospital de São João garante que doentes graves e agudos, covid-19 ou não, têm o mesmo tratamento.

Portugal tem capacidade para aumentar o número de camas em Cuidados Intensivos, mas José Artur Paiva, diretor do serviço de Medicina Intensiva do Hospital de São João, no Porto, admite que não será necessário um aumento tão grande como o que era previsto há poucos dias.

As previsões dos especialistas apontam para um máximo de ocupação dos Cuidados Intensivos para os próximos dias, mas, em entrevista à Renascença, José Artur Paiva admite que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) poderá dar a resposta adequada, sem necessidade de mais recursos extraordinários.

Questionado se Portugal tem ainda capacidade para aumentar o número de camas, o médico garante que sim, mas sublinha que “provavelmente não será preciso chegar ao aumento de 200 camas”.

Para o presidente do Colégio de Medicina Intensiva da Ordem dos Médicos, a transferência de doentes para outros países não é uma solução a ponderar neste momento.

O médico explica que apesar da situação que os hospitais portugueses passaram nas últimas semanas, enviar doentes para o exterior não é a melhor solução. “É totalmente diferente aceitarmos a ajuda de uma equipa de médicos e enfermeiros que nos vem ajudar, instalando-se no país. Essa é uma ajuda bem-vinda (…) Aquilo a que me refiro, e que não me parece necessário, é à transferência internacional dos doentes”.

Defensor de um combate à pandemia em três frentes – confinar, testar e vacinar -, o diretor do serviço de Medicina Intensiva do São João responsabiliza o Governo por decisões tardias e alerta para a necessidade de um prolongamento do confinamento e de um desconfinamento gradual.

“Não vejo condições de um confinamento que dure menos de dois meses”, recorda, acrescentando que “o desconfinamento não deve ser precoce e deve ser gradual”.

Em relação aos doentes com outras patologias, que estão a ser dos mais prejudicados com a situação hospitalar, José Artur Paiva assume que “há muitas cirurgias de prioridade normal que estão a ser atrasadas”, mas garante que estes estão a receber o mesmo tratamento quando chegam aos hospitais.

Ana Isabel Moura, ZAP //

 

 

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