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Lisboa em situação de alerta. Arganil e Golegã recuam no desconfinamento

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António Pedro Santos / Lusa

O Conselho de Ministros decidiu, esta quinta-feira, que dois concelhos vão recuar no desconfinamento, Arganil e Golegã, dois vão manter-se como estavam, Montalegre e Odemira, e Lamego avança para a mesma fase do resto do país.

Na conferência de imprensa depois do Conselho de Ministros, que decorreu esta manhã, em Lisboa, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, começou por dizer que, neste momento, a média de novos casos de infeção por 100 mil habitantes está nos 54,4 e o valor do índice de transmissibilidade (Rt) é de 1,07.

A governante referiu que isto significa que, “apesar de o país já estar numa zona de baixa incidência”, a verdade é que o “risco é mais significativo do que era há duas semanas”. A ministra aproveitou ainda para anunciar que a situação de calamidade vai manter-se até às 23h59 do dia 13 de junho.

Relativamente à evolução dos concelhos, há dois que vão recuar: Arganil, em Coimbra, regressa às regras de 5 de abril e Golegã, no distrito de Santarém, volta às regras de dia 19 do mesmo mês.

Mariana Vieira da Silva indicou também que ficam como estavam os concelhos de Montalegre, em Vila Real, e Odemira, em Beja, que estavam nessas mesmas regras de dia 19, e avança para a mesma fase do resto do país o concelho de Lamego, em Viseu.

A ministra informou que, dos 278 concelhos, “274 têm hoje as regras que se aplicam a todo o país” – as regras anunciadas a 1 de maio – e que seis concelhos deixaram de estar em situação de alerta. São eles: Albufeira, Castelo de Paiva, Fafe, Lagoa, Oliveira do Hospital e Santa Comba Dão.

Por outro lado, continuam nessa situação os concelhos de Tavira, Vila do Bispo e Vila Nova de Paiva, tendo sido acrescentados a esta lista Lisboa, Chamusca, Salvaterra de Magos e Vale de Câmara.

A região de Lisboa e Vale do Tejo inspira alguns cuidados, com a ministra a chamar a atenção para os “níveis de incidência crescentes”, que são “motivo de preocupação”.

É por isso que está previsto o reforço da testagem, tal como anunciado pelo secretário de Estado da Saúde na terça-feira. A governante realçou a “antecipação de testagens nas escolas, nos serviços de atendimento e num conjunto de locais onde há mais casos”, com o objetivo de “atuar localmente, isolar mais rapidamente e procurar conter este crescimento”.

Questionada pelos jornalistas sobre eventuais alterações aos critérios, como a chamada matriz de risco, Mariana Vieira da Silva remeteu essas conclusões para depois da reunião com os peritos, marcada para esta sexta-feira. “A partir dessa apresentação o Governo apresentará a suas decisões.”

A governante lembrou, porém, que “a matriz de risco foi uma solução que trouxe bons resultados” e que, agora, tendo “outras condições de vacinação”, será possível olhar para este indicador “de outra forma”.

O Presidente da República, o Executivo e os peritos vão estar reunidos, na sede do Infarmed, na capital, para discutir a situação epidemiológica do país e provavelmente as medidas a ser tomadas no verão, devendo estas ser anunciadas na próxima semana.

“Vamos aguardar o contributo que nos fazem chegar a partir de amanhã para saber se existem mudanças a fazer no plano de desconfinamento”, acrescentou.

Sobre as mudanças nos concelhos referidas neste briefing, a governante indicou que estas “têm tido aplicação no dia seguinte à sua publicação”, ou seja, deverão entrar em vigor à meia-noite deste sábado.

Recorde-se que o Governo anunciou que o processo de vacinação vai acelerar em todo o território continental, e não apenas em Lisboa como tinha sido anunciado inicialmente, alargando-o a maiores de 40 e 30 anos a partir de 6 e 20 de junho, respetivamente.

O coordenador do plano de vacinação, o vice-almirante Gouveia e Melo, disse estar confiante que a imunidade será atingida na altura prevista, em agosto, se tudo correr bem com a entrega das vacinas nos prazos acordados com as farmacêuticas.

Na mesma conferência de imprensa, a ministra da Presidência confirmou que foi aprovada a “resolução que procede ao reconhecimento da necessidade da requisição civil de trabalhadores da carreira de investigação e fiscalização do SEF, que exercem funções em postos de fronteira”, para travar a greve marcada para este mês de junho.

Por sua vez, o ministro das Finanças, João Leão, anunciou que foi aprovado o diploma que altera o quadro de financiamento do Fundo de Resolução, permitindo que este se financie junto da banca para concretizar a transferência para o Novo Banco, e ainda o decreto regulamentar que define o âmbito e as condições de funcionamento do IVAucher.

  Filipa Mesquita, ZAP //

3 Comments

  1. Estranhos fenómenos se têm verificado em Arganil e Golegã. Para além de OVNIS também se têm avistado inúmeros sportinguistas. A febre do Sporting, mais conhecida por febre Vinteneira, está associada a um conjunto de sintomas muito semelhantes aos sintomas da Covid-19, como por exemplo; manchas verdes no rosto e outras partes do corpo, cabelo esverdeado e com muitas rastas, cheiro intenso a naftalina, rouquidão, catarro persistente, ressaca de cerveja e figadeira. Se alguém avistar um indivíduo com os sintomas acima descritos NÃO o confundam com um infectado com Covid, NÃO o desprezem, NEM tão pouco fiquem preocupados, tenham consciência de que só daqui a vinte anos é que tal fenômeno se voltará a observar!

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