Máscaras não vão ser obrigatórias na rua, mas Governo vai legislar para aliviar horas de ponta

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A partir do dia 15 de setembro, as restrições de Lisboa serão estendidas ao resto do país. O Governo está a estudar uma solução que pode passar pelo desfasamento de horários de trabalho.

O Observador avança esta quinta-feira que as máscaras não serão obrigatórias na via pública ou em espaços ao ar livre e que as novas medidas restritivas não vão apertar muito além do que já se passa na capital.

O objetivo principal do Governo é diluir as aglomerações nas horas de ponta, que se verificam nos transportes públicos, numa altura em que grande parte da população regressa ao trabalho ou à escola. A forma de concretizar este desfasamento de horários será aprovada esta quinta-feira em Conselho de Ministros.

A solução ainda não está fechada, mas, segundo apurou o diário junto de fonte do Executivo, o Governo está a estudar uma forma de evitar a grande concentração de pessoas provocada pelos movimentos pendulares.

Uma das hipóteses em cima da mesa é o desfasamento dos horários de entrada e saída nos locais de trabalho, à semelhança do que algumas escolas estão a desenhar para evitar ajuntamentos. Se houver dois horários diferenciados, é possível distribuir a população por dois grupos e cortar em metade a concentração nas horas de ponta.

O uso de máscara não será obrigatório na rua, não sendo facultativo apenas em transportes públicos, serviços públicos, no comércio e na restauração.

O Governo prepara-se para anunciar esta quinta-feira novas medidas, e é expectável que o resto do país passe a ter, por exemplo, os horários de encerramento dos estabelecimentos comerciais que funcionam naquela região.

Isto significa que, com exceção dos supermercados e hipermercados (22 horas), todos os estabelecimentos vão ter de passar a encerrar às 20 horas e esta vai ser a hora limite para a venda de bebidas alcoólicas nos supermercados e hipermercados. Os restaurantes podem continuar a admitir clientes até à meia-noite, mas têm de encerrar à uma da manhã.

Já os ajuntamentos com mais de dez pessoas passam a ser proibidos em todos o país. Os presidentes de Câmara passam também a poder fazer alterações nos horários que estão fixados, se tiverem um parecer favorável prévio da autoridade de saúde local e das forças de segurança.

Oferta plena nos transportes públicos

O país passará ter oferta plena nos transportes públicos para fazer face ao aumento da procura devido à reabertura das escolas, “mesmo sabendo que a procura vai ser inferior a esses 100%”, anunciou o Governo.

“Vamos ter oferta plena [nos transportes públicos, a partir da reabertura das escolas] (…) mesmo sabendo que a procura vai ser inferior a esses 100%”, disse o ministro do Ambiente e Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, no ‘podcast’ do PS “Política com Palavra”.

De acordo com o governante, o metro do Porto regista atualmente 61% da procura relativamente ao mesmo período do ano passado, enquanto que em Lisboa a procura está nos 51%.

Matos Fernandes defendeu que “não há nenhuma razão para se achar que o transporte coletivo (…) tem um qualquer potencial de transmissão” da covid-19, recordando que “todos eles são desinfetados“. “Eu fico sempre muito triste quando jornais online (…) dão os tristes números dos contágios e das mortes do dia com uma fotografia dos transportes públicos. Podiam fazer, por exemplo, com uma fotografia de uma redação do jornal. Mas não. É sempre o Metro de Lisboa, a CP, o Metro do Porto. Isto não ajuda nada e não faz sentido”.

O ministro admitiu que a mobilidade no espaço urbano ou metropolitano não se faz sem o uso do transporte individual, mas salientou que esse transporte próprio pode não ter quatro rodas.

“O que é absolutamente fundamental é que esse transporte individual tente não ter quatro rodas e tente só ter duas, que tendo quatro rodas seja elétrico e que tendo quatro rodas e sendo elétrico não tenha necessariamente de ser meu”, considerou.

ZAP ZAP // Lusa

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7 COMENTÁRIOS

  1. … “Matos Fernandes defendeu que “não há nenhuma razão para se achar que o transporte coletivo (…) tem um qualquer potencial de transmissão” da covid-19, recordando que “todos eles são desinfetados“.”

    Ok, todos eles são desinfectados, mas se alguém infectado ou assintomático utilizar esse transporte desinfectado, não poderá contaminar terceiros nas proximidades dele?

  2. Balelas… Acredita quem quer…. Se é tão seguro, metam os políticos todos a andar de transportes públicos. Não apenas uma vez. Mas todos os dias para irem trabalhar.
    . .
    Ajuntamentos proibidos… É preciso é haver alguem para policiar isso. Nem no Confinamento se importaram.

  3. Não vai ser obrigatório o uso de máscara na rua. Vamos ver em Outubro se não usas por tua própria iniciativa.Não aprendem as lições com o passado. Olhem para a Gripe espanhola e o que foi a segunda vaga. Todos abanam a cabeça, ovelhas.

  4. Neste contexto, só nos resta rezar! Podemos usar esta simples oração:
    Pedimos Senhor que não nos deixeis cair em tentação e livrai-nos do Costa porque o Costa ainda é pior que o Malamén!

  5. ocupação a 61% face a 2019. é apenas um numero…
    Se em hora de ponta os comboios andarem cheios conforme se vê em alguns casos e durante o resto do dia andarem às moscas feita a média a taxa de ocupação até será inferior a 50%…

    Depois são desinfectados? quando? na melhor das hipóteses 1 x dia… um restaurante tem que desinfectar as mesas e cadeiras sempre que os clientes deixam o espaço para poder sentar novo cliente…

    É óbvio que este tipo de medidas não são exequíveis mas pelos menos que não atirem pó para a cara das pessoas… basta fazerem isso aquando das campanhas eleitorais….

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