Em estado de emergência, França decreta recolher obrigatório. Suécia prepara medidas rígidas

Ludovic Marin / EPA

França voltou a decretar estado de emergência de saúde pública devido à evolução da pandemia de covid-19 no país. A Suécia, cuja estratégia se diferenciou dos seus vizinhos europeus, vai começar a endurecer as medidas de restrição.

Numa entrevista transmitida pela televisão nacional, citada pela agência Reuters, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que o recolher obrigatório, que vai acontecer diariamente das 21h até as 6h da manhã seguinte, entrará em vigor a partir de sábado.

As áreas metropolitanas onde será instaurado o recolher obrigatório, para além de Paris, são Ruão, Lille, Saint-Etienne, Lyon, Grenoble, Montpellier, Marselha e Toulouse.

A medida vai permanecer em vigor durante quatro semanas.

Na entrevista, Macron rejeitou que o país esteja a perder o controlo da pandemia, mas reiterou que o aumento de casos está a colocar o serviço de saúde sob pressão.

Na última vez que França declarou estado de emergência em março, foi também devido à pressão causada pelas hospitalizações de doentes com covid-19.

Suécia prepara medidas mais rígidas

Depois de meses em que tentou controlar o número de casos sem recorrer ao confinamento nem a medidas restritas, a Suécia quer endurecer a sua posição face à pandemia e prepara-se para introduzir medidas mais rígidas

Atualmente, as recomendações de saúde na Suécia são para que as pessoas trabalhem em casa se puderem, fiquem em casa se apresentarem sintomas, lavem as mãos com cuidado, evitem grandes reuniões sociais, mantenham a distância e usem meios de transporte individual se possível.

Porém, de acordo com o Diário de Notícias, na próxima semana, o país deverá endurecer as medidas contra a pandemia, possibilitando que as autoridades regionais introduzam diretrizes locais adicionais.

Entre as medidas previstas estão as recomendações para evitar viagens desnecessárias, idas a centros comerciais, piscinas e outros locais fechados onde se juntem muitas pessoas.

Países Baixos decretam “confinamento parcial”

Os Países Baixos entraram, na quarta-feira à noite, em “confinamento parcial”, que inclui o encerramento de bares e restaurantes, para tentar travar a propagação da pandemia de covid-19 no país.

“Vamos entrar num confinamento parcial. Vai doer, mas é a única solução. Precisamos ser mais rígidos”, declarou o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, numa conferência de imprensa.

Rutte alegou que os Países Baixos precisaram de dar mais um passo em direção a um confinamento porque poucos outros países na Europa viram um aumento de novos casos de covid-19 como no território holandês.

Nos últimos sete dias, os Países Baixos, com cerca de 17,3 milhões de habitantes, contabilizaram 43.903 novos casos, um aumento de cerca de 60% em relação à semana precedente.

Alemanha com novo recorde diário de casos

A Alemanha registou 6.638 infetados com o novo coronavírus nas últimas 24 horas, um recorde desde o início da pandemia.

A informação surgiu poucas horas depois do anúncio de novas restrições nos 16 estados regionais, com o objetivo de prevenir o ressurgimento da pandemia.

O número mais alto de contaminação diária datava de 28 de março, com 6.294 casos.

A chanceler alemã, Angela Merkel, anunciou na noite de quarta-feira a introdução de novas medidas mais restritivas, após uma reunião com responsáveis dos 16 estados regionais.

Por exemplo, o número de participantes em eventos privados será limitado em regiões que registem mais de 35 novas contaminações por 100.000 habitantes em sete dias. Nessas áreas, as máscaras serão obrigatórias sempre que as pessoas estiverem próximas umas das outras por um determinado período de tempo.

Os encontros serão limitados a 25 pessoas em estabelecimentos públicos e 15 em salas privadas.

“Estou convencida de que o que fizermos agora determinará como iremos superar esta pandemia”, afirmou Merkel. “Podemos ver (…) que o índice de infeções está a aumentar e que em algumas regiões é muito alto. Esta é a razão pela qual devemos evitar o crescimento descontrolado ou exponencial”.

Uma vez ultrapassado o número de 50 novos contágios por 100 mil habitantes, regras ainda mais severas serão impostas, segundo as autoridades.

ZAP // Lusa

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2 COMENTÁRIOS

  1. “Suécia prepara medidas mais rígidas”

    que medidas mais rigidas?

    foram as medidas que desde sempre adoptaram.

    no entanto continuam a respeitar os direitos dos cidadãos, algo que o resto da Europa e nomeadamente cá com o sr Costa Nostra, não se passa.

    • E quais são para si esses direitos sagrados ??? Que a Suécia prefira deixar a sua população por sua conta e risco fechando os olhos a alta mortalidade é opção dela que do meu ponto de vista não é mais do que uma atitude egocêntrica. Numa sociedade não pode haver só direitos também deve haver deveres, e um deles deve ser o de contribuir para evitar o colapso do SNS para que assim todos possam usufruir do direito a saúde, inclusive o Sr.

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