Mais dois óbitos e 292 infetados de covid-19. Portugal tem o 2.º pior rácio de novos casos na Europa

António Cotrim / Lusa

De acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) deste domingo, Portugal regista mais dos óbitos e 292 novos casos de covid-19.

O boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS), divulgado este domingo, revela que, nas últimas 24 horas, foram registados mais 292 casos de infeção por covid-19, o que representa uma subida de 0,8% (sábado foi de 1%).

Lisboa e Vale do Tejo continua a concentrar o maior número de novos casos. Nas últimas 24 horas, foram mais 225 testes positivos (77%). No centro, há 22 novos infetados, no Alentejo mais 11 e 7 no norte do país. Os Açores e a Madeira contam com mais um infetado cada um.

Em relação ao boletim de sábado, há menos 15 internados (407) e menos um doente nos cuidados intensivos (69).

Nas últimas 24 horas, duas pessoas morreram infetadas com covid-19, um aumento de 0,1%. O óbito foi registado no Norte. No sábado, houve um óbito (0,1%). O país contabiliza agora 1.530 óbitos. A taxa de letalidade voltou a descer para 3,91%.

No total, Portugal contabiliza 39.133 casos confirmados desde o início da pandemia. Destes, 25.376 estão recuperados (mais 470 em 24 horas) Há 30.855 pessoas em vigilância pelas autoridades de saúde.

Este domingo, o Santuário de Fátima confirmou a existência de 16 casos de covid-19 entre funcionários entre colaboradores internos e externos. As pessoas integram o Coro do Santuário e, segundo os responsáveis pela Igreja, não estiveram em contacto com os peregrinos.

Portugal com 2.º pior rácio de novos casos

Os números de casos de covid-19 registados na última semana colocam Portugal com o segundo pior rácio de novas infeções por cada 100 mil habitantes entre os 10 países europeus com mais contágios, apenas atrás da Suécia.

De acordo com os dados recolhidos pela agência Lusa, com base nos números das respetivas fontes oficiais nacionais e do Centro Europeu de Controlo de Doenças (CECD) para o período entre 14 e 20 de junho, o país reportou um total de 2.378 novos casos, abaixo da incidência de Reino Unido (8.823), Suécia (6.359), dados entre 12 e 18 de junho), França (3.280), Alemanha (3.113).

Em sentido inverso, os números dos novos casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2 em Portugal nesta semana bateram os registos de países fortemente afetados pela pandemia, como Espanha (2.333), Itália (2.026), Bélgica (632) e Países Baixos (906).

Assim, Portugal evidenciou um rácio de 23,2 novos casos por cada 100 mil habitantes nos últimos sete dias, um desempenho apenas superado pelos 62,47 verificados na Suécia. Estes números estão acima da fasquia de 20 novos casos por 100 mil habitantes, um limite adotado por alguns países e que ditou restrições ou proibições impostas por vários estados à entrada de cidadãos provenientes destas duas nações.

Entre os países europeus que estão a condicionar ou mesmo proibir a entrada de portugueses figuram Áustria, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Eslováquia, Estónia, Grécia, Letónia, Lituânia e República Checa. A este lote somam-se também outras nações que não reabriram ainda as suas fronteiras, como, por exemplo, Noruega ou Finlândia.

Com 38.841 casos confirmados até sábado, Portugal é a nona nação europeia, em termos absolutos, num top-10 liderado pelo Reino Unido (303.110) e encerrado com a Polónia (31.620). A incidência da covid-19 em cada 100 mil habitantes da população portuguesa é agora de 378,94, ainda assim inferior à ocorrida em Suécia (550,52), Bélgica (530,21), Irlanda (523,18), Espanha (519,73), Reino Unido (456,28) e Itália (394,82).

ZAP // Lusa

 

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3 COMENTÁRIOS

  1. Estamos em 2º mas vamos chegar a 1º.Nós somos um povo barra em respeitar regras e disciplina.é como a dos Telemóveis não se devem usar a conduzir e nós,respeitamos a lei??????????.Também com a cambada de burros que temos como políticos e justiça de 3ª que temos,não se pode esperar melhor.

  2. Continuem a fazer aglomerações como foram feitos no 25 de Maio e 1 de Abril, continuem a permitir que as pessoas intimidem as forças de segurança, quando está vai encerrar um aglomerado qualquer, continuem a permitir a final do campeonato de futebol aqui em Portugal e a receber milhares de imigrantes quando os restantes países da Europa recusaram por questões de segurança. E depois chorem, mas chorem muito porque os números vão aumentar e muito. E depois a culpa recai no “povo do norte” que são pobres e mau educados e o melhor mesmo seria fazer “um cerco sanitário” por um erro de contagem da DGS. Não seria melhor mesmo mas era fazer essa tal cerco na região de Lisboa e Vale do Tejo, porque nos últimos 15 dias o problema vem todo de lá, porque infelizmente não temos uns governantes a altura de tomar decisões a preservar a saúde pública, permitindo todas as aglomeração sempre que lhe convém.

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