Centeno diz que ajudas do Estado podem exceder 20 mil milhões de euros

Manuel de Almeida / Lusa

O ministro das Finanças, Mário Centeno

O ministro das Finanças afirmou, esta quinta-feira, que o mecanismo de lay-off simplificado já chegou a um milhão e 18 mil trabalhadores e que as ajudas do Estado podem exceder os 20 mil milhões de euros este ano.

Falando sobre a rede de proteção social e do emprego do Estado, Mário Centeno referiu, na sua intervenção inicial na audição na Comissão de Orçamento e Finanças, que o regime de lay-off “já protegeu mais de um milhão de empregos em Portugal”.

Mais tarde, o ministro das Finanças detalhou que, esta manhã, os números apontavam para um milhão e 18 mil trabalhadores. Em resposta ao deputado do PSD Duarte Pacheco, o governante referiu que para cada milhão e meio de trabalhadores em lay-off, o Estado gastará mil milhões de euros.

Centeno disse ainda que, no primeiro mês de reinício de atividade, há um apoio extraordinário às empresas. “Esse esforço, que é idêntico neste momento a um salário mínimo por trabalhador, tem um impacto financeiro, que é one-off, no momento da reabertura, que é também muito significativo e dependerá do número de trabalhadores que ao longo deste tempo entrem em lay-off“, referiu.

O ministro disse ainda que, para 1,5 milhões de trabalhadores, isto tem um custo para o Estado de mil milhões de euros. Além disso, “o esforço de execução de despesa adicional no SNS aponta para valores que durante o ano ultrapassarão os 500 milhões de euros”, quantificou.

O ministro acrescentou que os valores são “da mesma ordem de grandeza quer no reforço do subsídio de desemprego, quer de outras prestações sociais, que vão necessariamente ser reforçadas”.

“Estamos a falar de esforços de liquidez, com o desfasamento da receita fiscal, que podem facilmente atingir quatro mil ou cinco mil milhões de euros, com o esquema que foi proposto às empresas e ao qual elas têm ao longo do mês de abril vindo a aderir, quer na Autoridade Tributária, quer na Segurança Social”, referiu.

“Tudo somado, estamos a falar de valores que podem exceder, se somarmos as moratórias de apoio às empresas, os 20 mil milhões de euros ao longo do ano de 2020″, referiu.

ZAP // Lusa

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2 COMENTÁRIOS

  1. Não é com empréstimos que as empresas se vão salvar, isso apenas vai adiar o seu enterro tornando a situação pior, a solução e única é suspender os impostos, IVA, IRS, IRC, TSU e outros.
    A minha empresa já não tem almofada financeira, bateu no fundo, mas não me atrevo a pedir um cêntimo aos gatunos dos bancos, quando precisaram foram ajudados, agora é o que se vê, só podemos contar como apoio do governo e espero que pensem na solução proposta.

  2. Ajudas? AJUDAS? Desde quando é que um empréstimo é uma ajuda? Criam dívidas, moratórias, mas o dinheiro tem de ser pago. Se for dinheiro nosso pagaremos todos, com impostos (mas sem austeridade…, pois já se percebeu que vão inventar um outro palavrão qualquer), com diminuição da qualidade dos serviços públicos, etc., por aí fora….porque os déficits têm de ser pagos (um Estado que gasta mais do que recebe, cria dívida e essa dívida são os cidadãos a pagá-la. UMA VERGONHA, APOIADA POR ESTES JORNALEIROS DE MERD…QUE DIZEM AQUILO QUE O PAERTIDO DO GOVERNO LHES ENCOMENDA.

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