Biden admite enviar “quantidades significativas” de vacinas e repor Internet em Cuba

Jim Lo Scalzo / EPA

O Presidente dos Estados Unidos manifestou disponibilidade para enviar “quantidades significativas” de vacinas contra a covid-19 para Cuba e disse estar a pensar na melhor forma de repor a Internet no país.

“Estaria preparado para doar grandes quantidades de vacinas se, de facto, tivesse a certeza de que uma organização internacional as administraria e […] que todos os cidadãos tivessem acesso”, referiu Joe Biden, questionado em conferência de imprensa, esta quinta-feira, sobre o facto de Cuba não ter aderido ao programa Covax da Organização das Nações Unidas (ONU).

O Presidente norte-americano adiantou ainda que está a pensar na melhor forma para restaurar a Internet no país caribenho. Segundo o chefe de Estado democrata, os Estados Unidos estão a verificar se têm as capacidades tecnológicas necessárias para restabelecer a Internet móvel na ilha comunista.

Esta quarta-feira, a Internet móvel foi reestabelecida na ilha, mas continuava a ser impossível aceder a redes sociais e a aplicações de mensagens.

Durante uma conferência de imprensa conjunta com chanceler alemã, Angela Merkel, Biden assegurou que está a considerar “várias coisas […] para ajudar o povo de Cuba”, precisando que se trata de um “Estado decadente que oprime os seus cidadãos”.

No domingo, milhares de cubanos saíram as ruas para protestar contra o regime e exigir liberdade, um dia inédito que terminou com dezenas de detidos e confrontos depois de o Presidente, Miguel Díaz-Canel, ter recorrido à televisão para apelar aos seus apoiantes que saíssem à rua para enfrentar os manifestantes e defender a Revolução.

Os protestos continuaram nos dias seguintes e, segundo fontes oficiais, uma pessoa morreu nos confrontos com as autoridades e centenas foram detidas.

Esta quarta-feira, o primeiro-ministro cubano, Manuel Marrero, anunciou que o pagamento de taxas alfandegárias sobre medicamentos, produtos de higiene e até alimentos está suspenso temporariamente, respondendo a uma das exigências dos manifestantes.

  ZAP // Lusa

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