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Banksy faz rara aparição pública no metro de Londres (e alerta para o uso de máscara)

Banksy

O artista britânico Banksy fez vários desenhos numa carruagem do metro de Londres para cosnciencializar para o uso de máscara, que é obrigatório nos transportes públicos da capital do Reino Unido devido à pandemia de covid-19.

Num vídeo publicado na rede social Instagram, com a descrição “se não usares máscara, não entras”, Banksy faz uma rara aparição pública vestido com um fato de proteção branco, capuz, colete refletor laranja, luvas, máscara e óculos.

Com spray preto e verde, o artista britânico pintou vários ratos na carruagem do metro de Londres. Um dos animais aparece a cuspir um líquido verde que simula a propagação do vírus, enquanto outro usa a máscara como pára-quedas e um terceiro cobre o focinho com ela.

Durante a gravação, vê-se também Banksy a escrever o seu próprio nome em grandes letras verdes na porta que separa a carruagem da cabine do motorista e a abandonar o local, cruzando-se com vários passageiros.

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. . If you don’t mask – you don’t get.

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No final do vídeo, as portas do metro abrem-se e, na parede da estação, lê-se “I get lockdown” (“bloquearam-me”), um slogan que se completa com “but I get up again” (“mas ergo-me novamente”) quando se fecham de novo, enquanto se ouve a música “I get knocked down”, da banda britânica Chumbawamba Tubthumping, com a qual se faz este jogo de palavras.

Os desenhos de Banksy no metro londrino, no entanto, duraram pouco tempo. De acordo com o jornal britânico The Independent, a empresa responsável pelo metro de Londres  limpou a carruagem e retirou a pintura do famoso artista, uma vez que viola a “regra anti-graffiti” da empresa. A empresa convidou o artista a repetir a proeza, mas num local mais adequado.

A identidade de Banksy permanece um mistério, mas os seus trabalhos têm alcançado valores elevados em leilões. Em outubro de 2018, uma obra de Banksy destruiu-se depois de ser vendida por 1,04 milhões de libras (1,18 milhões de euros). O próprio autor divulgou uma fotografia no momento em que o quadro “Girl with balloon” se desfazia em tiras ao passar por uma trituradora de papel instalada na parte inferior do quadro.

Em outubro de 2019, um óleo, que representa a Câmara dos Comuns, ocupada por chimpanzés, foi arrematada pelo valor recorde de 9,8 milhões de libras (11 milhões de euros).

As obras de arte de Bansky refletem temas como a guerra, a pobreza infantil e o meio ambiente. Os seus trabalhos são satíricos – ratos, polícias a beijarem-se, polícias de choque com caras de ‘smileys’ amarelos – e apareceram inicialmente em paredes de Bristol, antes de se espalharem por Londres e depois pelo resto do mundo.

Até já houve obras roubadas. Em janeiro, foi roubada uma obra atribuída a Banksy na porta das traseiras do Bataclan, “Homenagem às vítimas do 13/11”. O mural tinha sido criado em memória às 90 vítimas do atentado terrorista que ocorreu em 2015. Em setembro deste ano, uma obra que se encontrava junto ao Centro Pompidou, em Paris, também foi roubada.

No Reino Unido, o trabalho de Banksy que representava uma crítica ao Brexit, com um homem a partir uma das estrelas da bandeira da União Europeia, desapareceu do edifício onde estava pintado.

  ZAP //

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