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4 anos depois de Fukushima, primeira cidade evacuada foi declarada habitável

Soichiro Mihara / Flickr

Estrada entre Namie e Naraha, na região de Fukushima

Medição de radioactividade na estrada entre Namie e Naraha, na região de Fukushima

A cidade japonesa de Naraha, na região de Fukushima, foi hoje declarada oficialmente habitável, após o levantamento da ordem emitida após o acidente nuclear de 11 de março de 2011.

O regresso da vida a Naraha foi oficialmente assinalado à meia-noite, depois de uma vigília de velas ter ocupado um parque da cidade, segundo informações comunicadas pela autarquia no seu site.

Os antigos habitantes (2.694 lares, 7.368 pessoas) tinham até à data o direito de voltar à cidade para preparar o respetivo regresso, mas só a partir de hoje se podem reinstalar totalmente.

Segundo a imprensa japonesa, pouco mais de 10% se terão inscrito para regressar.

As autoridades estimam que o nível de exposição à radioatividade em Naraha, a cerca de 20 quilómetros da central de Fukushima, tenha regressado a valores abaixo de 20 millisieverts por ano.

Este nível permite, em teoria, segundo o governo japonês e organismos internacionais, condições para os habitantes lá viverem, ainda que a descontaminação não esteja concluída.

Mas algumas organizações ecologistas contestam no entanto estas conclusões.

“O nível de contaminação é variável dentro desta localidade e consoante as casas, o que pode criar tensões entre pessoas”, disse recentemente à AFP o ambientalista Jan Vande Putte, da Greenpeace.

Cerca de 7.000 pessoas trabalham diariamente nos complicados trabalhos de desmantelamento da central e controlo dos resíduos radioativos.

O sismo de magnitude 9 na escala de Richter e consequente tsunami, que devastaram o nordeste do Japão a 11 de março de 2011, deixaram mais de 18 mil mortos e desaparecidos, e causaram na central de Fukushima Daiichi o pior acidente nuclear desde Chernobil, na Ucrânia, em 1986.

O primeiro reator nuclear foi reativado no Japão a 11 de agosto, mais de quatro anos depois do acidente na central de Fukushima, que suspendeu a atividade em todas as centrais do país desde setembro de 2013.

/Lusa

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