Zoom acusada de censurar reuniões de ativistas (a pedido do Governo chinês)

worldbank / Flickr

A aplicação Zoom, empresa norte-americana de serviços de videoconferência, está a ser acusada de encerrar reuniões a ativistas chineses a pedido do Governo da China.

De acordo com o semanário Expresso, a plataforma de videoconferência Zoom foi acusada de interromper ou encerrar as contas de três ativistas que realizavam eventos online relacionados com o aniversário do massacre da Praça da Paz Celestial e com a discussão da crise em Hong Kong.

Zhou Fengsuo, um ativista chinês, afirma que a sua conta foi encerrada dias depois de ele ter realizado um memorial pela repressão de Tiananmen.

Lee Cheuk-Yan, um ativista pró-democracia em Hong Kong, foi banido antes de agendar um evento sobre a lei de extradição que causou protestos antigovernamentais em massa no ano passado.

Após a contestação dos ativistas, que partilharam a história com os meios de comunicação social, a Zoom disse ter agido a pedido do poder político chinês, com quem já teria tido várias comunicações desde o mês de maio.

O governo chinês informou-nos que essa atividade é ilegal na China e exigiu que o Zoom encerrasse as reuniões e as contas de anfitrião”, explicou a empresa, citada pelo Expresso.

Responsáveis da empresa afirmaram não ter fornecido qualquer informação dos utilizadores ou do conteúdo aos políticos chineses, defendendo não haver qualquer forma que permita que alguém entre numa reunião sem ser visível.

Ao contrário de muitas outros sites, a Zoom não é bloqueada na China, pelo que vários participantes se puderam juntar às conferências. As reuniões foram feitas fora do território chinês, o que levanta a questão da legalidade do ato.

A empresa norte-americana diz ter agido em relação a duas sessões – que apresentavam um número significativo de participantes da China continental.

 

Esta sexta-feira, Hua Chunying, porta-voz do Ministério das Relações Externas da China, disse que não estava ciente dos detalhes do caso.

A Zoom Video Communications registou um crescimento astronómico desde o início do confinamento a nível global, com empresas, escolas, indivíduos e instituições a recorrerem aos serviços de videochamada para manterem as suas operações, durante a pandemia.

As receitas da Zoom para o primeiro trimestre fiscal mais do que duplicaram, em relação ao mesmo período do ano passado, para os 328 milhões de dólares (293 milhões de euros), com os lucros a dispararem de 198 mil dólares há um ano para os atuais 27 milhões de dólares.

A subida da sua cotação já coloca a Zoom com um valor bolsista de 59 mil milhões de dólares, mais do que a soma do valor de mercado de cada uma das quatro maiores transportadoras aéreas dos Estados Unidos, que viram o seu negócio pulverizado pelo surto do novo coronavírus, que reduziu dramaticamente as viagens aéreas.

A empresa foi fundada há nove anos por vários sócios, entre os quais o atual presidente executivo, Eric Yuan.

A Zoom já foi associada a práticas pouco lícitas, como a omissão de vulnerabilidades no sistema de encriptação da aplicação e de partilhar dados de utilizadores com empresas como o Facebook.

ZAP //

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