Transferência do Infarmed “ameaça saúde pública” em Portugal e no mundo

Universidade Lusíada de Lisboa / Flickr

Maria do Céu Machado, presidente do Infarmed

A presidente do Infarmed, Maria do Céu Chamado, alertou esta terça-feira que uma deslocalização da instituição pode ser uma “ameaça à saúde pública” em Portugal e também no mundo.

Ouvida na comissão parlamentar de Saúde, a propósito de uma eventual deslocalização da autoridade do medicamento português de Lisboa para o Porto, anunciada pelo ministro da Saúde, a responsável deixou também duras críticas a um relatório pedido pelo Governo, que considerou superficial e opinativo.

As conclusões do relatório do grupo de trabalho nomeado pelo Governo para apreciar a deslocalização do Infarmed — Autoridade do Medicamento de Lisboa — para o Porto foram divulgadas na última semana de junho.

Esta terça-feira, no Parlamento, a responsável do Infarmed criticou duramente o documento, disse não entender os benefícios da deslocalização e alertou para perigos para a saúde pública, para custos e para perda de credibilidade do Infarmed e de Portugal.

Maria do Céu Machado começou por dizer que o facto de mais de 90% dos trabalhadores do Infarmed não quererem ir para o Porto não é por “birra” mas pelos custos pessoais, familiares e financeiros que a mudança acarreta.

E depois, respondendo aos deputados, disse que “obviamente” com a perda de trabalhadores vai haver perda de produtividade e isso é uma ameaça à saúde pública em Portugal, mas também no resto do mundo, porque há muitos medicamentos pelos quais o Infarmed é responsável durante todo o ciclo de vida.

“Somos um país de referência na avaliação de medicamentos, quando o país é responsável por uma avaliação é responsável por esse medicamento. Se estivermos dois ou dois anos e meio num processo de deslocalização”, a quebra de atividade pode por “em risco” a segurança desse medicamento, o que levaria “a um problema” para todos os países da Europa e de outros países fora da Europa, avisou.

Lusa ZAP // Lusa

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5 COMENTÁRIOS

    • Se você trabalhasse no Porto; se o Infarmed estivesse, supostamente, instalado no Porto; se uma cambada de incompetentes o quisesse transferir para Lisboa, você transferiria toda a sua família, casa, modo de vida, custos, etc., cantando e rindo, n’é??? Pois… Há poucos como você em Portugal. Os meus sinceros parabéns!

      • É sempre bom ver que os seus interesses pessoas se sobrepõem ao interesse da nação. Vá dizer isso aos professores, aos médicos, aos enfermeiros e a muitos profissionais que não migraram mas sim emigraram! Os meus parabéns ao seu egoísmo!
        Como disse e repito: tudo para a capital e o resto do país que vá para o carvalho, perdão, que se f%&#

  1. Sou dos que não aceitam que Portugal seja Lisboa e o resto do país paisagem.
    Sou a favor de que a criação de novos organismos públicos e/ou de novas empresas privadas, sempre que tiver de acontecer, não tenha lugar na capital nem na sua área metropolitana, mas que leve os seus responsáveis a reflectir sobre a importância da descentralização e da situação de despovoamento do nosso interior.
    No caso do INFARMED, instituição internacionalmente reconhecida, sediada e sedimentada em Lisboa, onde funciona bem, não faz sentido transferi-lo para a cidade do Porto ou para qualquer outra região do País.

  2. Para apreciarmos esta brilhante decisão não podemos esquecer que se deveu ao facto de a Agência Europeia do Medicamento não ter passado de Londres para os o Porto o que deixou Rui Moreira particularmente amofinado. E então que as imaginativas e brilhantes cabeças governativas, num impulso genial, mandam os seus trabalhadores emalar a trouxa e aí vai Agencia para as margens do Douro. Os custos inerentes? são trocos. O desarranjo na vida dos seus especializados trabalhadores? interessa pouco ou nada. O peso e posicionamento que a Instituição tem na área? vale zero. Trata-se de uma de uma decisão política e como tal os prejuízos que advierem serão suportados pôr todos que produzem riqueza
    Tudo isto se deve ao facto de não se planear a vida do País como um todo sem olhar a capelinhas e interesses difusos que até agora não nos aproximaram dos primeiros.
    Todos os “Moreiras” das autarquias exigem e bem que os governos olhem para o País como um todo e não apenas para o Litoral. Aliás os portugueses que tanto gostam de viajar e então os políticos upa! upa! não sabem sequer copiar ao verem a forma como os Países Europeus mais avançados, não deixaram cair as regiões que mudaram as indústrias e os serviços, não permitindo a criação de zonas socialmente deprimidas e abandonadas,

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