Tancos: General diz que nunca recebeu qualquer informação sobre potencial ameaça

Miguel A. Lopes / Lusa

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, general Artur Pina Monteiro (C), acompanhado pelo primeiro-ministro, António Costa (D), e pelo ministro da Defesa, José Azeredo Lopes (E)

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) garantiu, esta terça-feira, que nunca chegou ao Centro de Informações e Segurança Militares (CISMIL) qualquer informação ou rumor sobre uma potencial ameaça em relação aos paióis de Tancos.

“Posso garantir que nunca houve qualquer informação prévia que chegasse ao CISMIL [integrado no Estado-Maior General das Forças Armadas], nunca chegou qualquer informação sobre ameaça ou que poderia existir uma ameaça neste sentido”, afirmou o general Pina Monteiro.

O CEMGFA respondia a uma pergunta do deputado do PSD Costa Neves, na comissão parlamentar de Defesa Nacional, numa audição requerida pelos sociais-democratas para esclarecimentos sobre “um conjunto de dúvidas” que a bancada entende existirem em torno do furto de material de guerra em Tancos, revelado a 29 de junho.

“Há rumores que nunca conseguimos confirmar de que houve informação prévia de serviços de Justiça ou de serviços de informações e não sei se ao CISMIL, de que estaria em preparação algo daquele género, com lista de números e contactos”, referiu o deputado do PSD Costa Neves.

A ideia de que as Forças Armadas dependem “praticamente totalmente” do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) para a obtenção de informações sobre riscos e ameaças à segurança militar, que essa dependência “decorre da lei” já tinha sido afirmada na primeira intervenção da abertura do general Pina Monteiro.

“Procuramos um bom relacionamento, pessoal até, com o Sistema de Informações da República Portuguesa, com a senhora secretária-geral de Segurança Interna, mas estamos dependentes dessas informações. Se não as tivermos em tempo e elas existirem, é evidente que há uma vulnerabilidade“, afirmou Pina Monteiro.

“Face à lei, as Forças Armadas dependem, para a segurança militar e para outras relacionadas com a contra informação, dependem praticamente totalmente do SIED [Serviço de Informações Estratégicas de Defesa], do SIS [Serviço de Informações de Segurança] e de outros organismos que possam fornecer informações”, disse.

“Nós não violamos a lei”, sublinhou, depois.

O CISMIL visa a produção de informações para “missões de natureza operacional que no fundo são apenas as Forças Nacionais Destacadas, onde para tal são projetadas equipas de contra-informação”, frisou.

// Lusa

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