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Todos os suspeitos dos atentados em Sri Lanka estão mortos ou detidos

Yuri Kochetov / EPA

Todos os suspeitos ligados diretamente aos atentados suicidas no Sri Lanka, no domigo de Páscoa, foram mortos ou detidos, anunciou na segunda-feira a polícia.

De acordo com um comunicado do Ministério da Defesa, as forças de segurança confiscaram também todo o material explosivo destinado a futuros ataques, que as autoridades indicaram estarem a ser planeados por extremistas.

O primeiro-ministro, Ranil Wickremesinghe, indicou que os atentados foram perpetrados por um “pequeno grupo, mas bem organizado”, cujos operacionais se fizeram explodir em três igrejas e três hotéis.

Pelo menos 257 pessoas morreram, 40 das quais estrangeiras, incluindo um cidadão português. Uma das vítimas confirmadas é Rui Lucas, um português natural de Viseu que estava no Sri Lanka em lua de mel com a mulher, Sílvia. O casal estava hospedado no Hotel Kingsbury, em Colombo, um dos hotéis que foi alvo de ataques bombistas.

Uma centena de pessoas foi detida após os ataques, reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI). Segundo as autoridades, o Sri Lanka conta com cerca de 140 apoiantes do EI.

No ataque terrorista mais letal do país, desde que terminou a guerra civil em 2009, já foram identificados os sete bombistas suicidas que consumaram os ataques. São todos cidadãos do Sri Lanka e elementos do grupo terrorista National Thowfeek Jamaath (NTJ), como informou o Governo cingalês.

O vice-ministro cingalês da Defesa, Ruwan Wijewardene, admitiu ter havido “uma grande falha” dos serviços de informação do país, reagindo às notícias que davam conta de um alerta lançado dias antes dos ataques e que terá sido ignorado.

Por sua vez, Lakshman Kiriella, líder do parlamento, disse que altos funcionários retiveram deliberadamente informações sobre possíveis ataques. “Alguns dos altos funcionários da inteligência esconderam informações propositadamente. A informação estava lá, mas os oficiais de segurança de alta patente não tomaram as medidas apropriadas”.

O ministro da Defesa do Sri Lanka, Ruwan Wijewardana, referiu que tudo indica que foram extremistas islâmicos que organizaram os atentados como forma de retaliação pelo ataque a duas mesquitas na Nova Zelândia, em março, levado a cabo por um nacionalista neo-zelandês que matou 50 pessoas.

“As investigações preliminares revelaram que o que aconteceu no Sri Lanka foi em retaliação pelo ataque contra muçulmanos em Christchurch”, aponta Wijewardene.

  ZAP // Lusa

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