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No outono, o Reino Unido vai dar uma terceira dose da vacina aos mais vulneráveis

Jacob King / EPA

William Shakespeare, primeiro homem a receber a vacina contra a covid-19 no Reino Unido

O Reino Unido está a avaliar qual das vacinas contra a covid-19 será a mais indicada para administrar uma dose de reforço no outono para pessoas mais vulneráveis.

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Nadhim Zahawi, secretário de Estado responsável pela vacinação, revelou ainda que nada está ainda decidido, mas confirmou que esta possibilidade está em cima da mesa.

“Os médicos ainda não tomaram decisões sobre quando será necessário o reforço, se o objetivo será dar mais imunidade aos mais vulneráveis, aumentar a duração da proteção conferida pelas vacinas, ou fazer uma escolha mais adequada para lidar com as variantes”, disse Zahawi à televisão Sky News.

No entanto, a decisão deverá estar tomada em setembro – altura em que deverão começar a ser aplicadas estas doses de reforço, disse o governante, citado pela BBC.

O que não é certo é que se serão administradas a toda a população acima dos 50 anos, ou apenas a alguns grupos populacionais, consoante os critérios apreciados pelos especialistas, escreve o The Times.

O Reino Unido anunciou já em abril ter comprado 60 milhões de doses adicionais da vacina da Pfizer-BioNtech em antecipação desta campanha de reforço da imunização, recorda o Financial Times.

Contudo, Zahawi disse que outras vacinas estão a ser consideradas, incluindo a da AstraZeneca, e outras que ainda não receberam autorização de uso mas que estão na fase final de desenvolvimento, como as da Novavax, Valneva e Curevac, adianta a Reuters.

O Governo de Boris Johnson assumiu também nesta quarta-feira como prioritária a investigação científica sobre as novas variantes do SARS-CoV-2, e foi anunciado um investimento de 30 milhões de libras (34,5 milhões de euros) nos laboratórios da Public Health England de Porton Down.

Neste momento, o Reino Unido está a registar o mais baixo número de mortes devido à covid-19 desde setembro de 2020.

Cerca de 34,6 milhões de britânicos já tomaram pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19 e 15 milhões a segunda.

Isto quer dizer que 30% de todos os adultos britânicos têm já algum grau de imunização, segundo números avançados pela BBC.

Biden quer vacinar 70% dos adultos até 4 de julho

O Presidente norte-americano fixou um novo objetivo para a vacinação contra a covid-19 nos Estados Unidos, ao indicar que pretende vacinar com pelo menos uma dose 70% dos adultos até ao Dia da Independência, a 4 de julho.

Joe Biden, que tem previsto falar esta terça-feira sobre o tema da pandemia, também vai anunciar a meta de 160 milhões de norte-americanos totalmente vacinados até a mesma data.

Segundo fontes da Casa Branca, citadas pela agência noticiosa France-Presse (AFP), se se alcançarem essas metas, tal mudará significativamente a maneira como os norte-americanos irão passar as férias do verão, uma vez que haverá muito menos restrições.

Após os níveis recordes de vacinação, o número diário de pessoas que estão a receber uma dose de uma vacina contra a covid-19 está a diminuir nos Estados Unidos, forçando as autoridades a rever a estratégia para alcançar os indiferentes e os céticos.

Em vez dos enormes centros de vacinação nos estádios, as autoridades estão agora a priorizar as clínicas móveis e a multiplicação dos pontos de vacinação o mais próximo possível das residências dos norte-americanos.

Os Estados Unidos são o país mais afetado em termos de mortes e de casos, com 577.500 óbitos entre os 32.471.116 de casos, de acordo com o levantamento realizado pela universidade norte-americana Johns Hopkins.

  ZAP // Lusa

 

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