Regime saudita rejeita “ameaças” e promete resposta dura a retaliações

Tolga Bozoglu / EPA

A Arábia Saudita recusou que lhe venham a ser impostas sanções, depois da ameaça dos Estados Unidos de um “castigo severo”, que fez a bolsa saudita cair 7%, no âmbito do caso do desaparecimento de Jamal Khashoggi.

O regime saudita é suspeito de ter ordenado e levado a cabo a morte do jornalista Jamal Khashoggi, desaparecido após uma visita ao consulado do país em Istambul. No entanto, os sauditas rejeitam as “ameaças” políticas e económicas e garantem responder a qualquer punição “com uma ação ainda maior”.

O jornalista entrou no consulado saudita em Istambul para tratar de burocracias para o seu casamento. À porta, ficou a sua noiva que esperou onze horas e nunca o viu sair. Agentes turcos disseram sob anonimato ter gravações da tortura e assassínio de Khashoggi e o Presidente turco já desafiou Riad a apresentar provas de que o jornalista saiu do consulado.

No sábado, o presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu que a Arábia Saudita possa estar por detrás do desaparecimento do jornalista e advertiu que, se for esse o caso, haverá um “castigo severo“.

Em resposta, Riade afirmou “rejeitar inteiramente qualquer ameaça ou tentativa de a enfraquecer, seja através de ameaças de sanções económicas, do recurso a pressão políticas ou da repetição de acusações falsas”.

Se for alvo de sanções, prosseguiu em comunicado divulgado pela agência oficial SPA, responderá “com sanções ainda maiores“, apelando que que seja tido em conta que “a economia do reino tem um papel vital e influente na economia global”. O comunicado foi divulgado depois de a bolsa de Riade ter caído 7% no primeiro dia de operações da semana.

Este domingo, França, Reino Unido e Alemanha pediram uma investigação credível ao acontecido, numa altura em que uma equipa saudita se juntou aos investigadores turcos no terreno. “Encorajamos os esforços sauditas e turcos, e esperamos que o Governo saudita dê uma resposta completa e detalhada”, lê-se no comunicado dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos três países.

É preciso uma investigação credível para estabelecer a verdade sobre o que se passou e, se for relevante, identificar os que têm responsabilidade pelo desaparecimento de Jamal Khashoggi, e assegurar que são responsabilizados.”

Enquanto isso, adianta o Público, espera-se para ver se há mais desistências de participação numa conferência de desenvolvimento promovida pela Arábia Saudita, depois de ter perdido quase todos os parceiros de media e entidades como o Banco Mundial. Os Estados Unidos vão marcar presença, já a do Reino Unido ainda está em dúvida.

Nos Estados Unidos, o Washington Post, onde Jamaç Khashoggi escrevia, lançou uma campanha para que o assunto não seja esquecido.

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