PSD e CDS vão assinar acordo autárquico. Rio dá nega a Santana na Figueira

José Coelho / Lusa

O presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, saúda o presidente do PSD, Rui Rio

Rui Rio e Francisco Rodrigues dos Santos vão estar lado a lado, na próxima terça-feira, em Lisboa, para assinar o acordo-quadro entre os dois partidos nas próximas autárquicas.

Segundo apurou o semanário Expresso, já há data para a assinatura do acordo que vai definir a aliança do PSD e do CDS nas próximas eleições autárquicas. A cerimónia será pública e irá acontecer na terça-feira, às 18h00, em Lisboa.

Os líderes dos dois partidos, Rui Rio e Francisco Rodrigues dos Santos, irão aparecer lado a lado na cerimónia, mas este acordo-quadro estará mais focado nas questões financeiras, logísticas e de “responsabilidade” das duas partes, do que propriamente nas coligações que vão sair desta parceria, adianta o jornal.

Uma das questões que fica fechada, tal como já tinha avançado na semana passada, é a fórmula financeira para fazer face às despesas de campanha e aos eventuais prejuízos: 80% ficará a cargo do partido que encabeça a coligação e 20% a cargo do outro.

Quanto a nomes, o que se sabe para já é que o CDS quer encabeçar coligações onde a direita possa ter mais hipóteses, sobretudo depois de ter “dado” a Câmara de Lisboa ao candidato social-democrata Carlos Moedas.

Para equilibrar as coisas, o jornal online Observador já tinha avançado, esta quinta-feira, que o deputado centrista João Almeida vai encabeçar a coligação de direita na corrida a São João da Madeira, no distrito de Aveiro.

Mas haverá outras coligações onde o CDS tem expectativa de liderar. Segundo o Expresso, a ideia da liderança centrista é apostar em nomes fortes do partido, mesmo que sejam seus críticos.

Rio dá nega definitiva a Santana na Figueira da Foz

Segundo avança o Observador esta sexta-feira, Santana Lopes não terá o apoio do PSD se decidir entrar na corrida à Figueira da Foz. Rui Rio falou com o ex-líder do partido e fechou a porta a essa possibilidade.

A grande questão agora é o que fará o ex-primeiro-ministro. O jornal digital avança que Santana Lopes ainda sonha com a Figueira e não exclui a hipótese de concorrer como independente, embora saiba as dificuldades de entrar numa corrida a três e sem o apoio formal do PSD.

Esta sexta-feira, Rio vai estar em Coimbra para apresentar mais uma leva de candidatos às eleições autárquicas. Apesar de ainda não estar fechado, tudo indica que Pedro Machado será o candidato social-democrata à Figueira da Foz, apesar de Rio não ter gostado do facto de, publicamente e contra as regras internas, este ter anunciado a sua candidatura sem a luz verde da direção.

Hoje também deverá ser apresentado o nome do ex-bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, à Câmara de Coimbra, assim como Maria Amélia Ferreira, atual Provedora da Santa Casa da Misericórdia, em Marco de Canavezes, e Fermelinda Carvalho, que está a cumprir o último mandato em Arronches, à Câmara de Portalegre.

De acordo com fonte oficial do partido, serão apresentados 51 candidatos. Na semana passada, o PSD divulgou cerca de cem candidatos, divididos em duas categorias: 23 novidades, em câmaras onde o partido não é poder, e uma lista de 77 autarcas em exercício de funções que se podem recandidatar, embora alguns já tenham dito ser prematuro o anúncio de que voltarão a estar na corrida autárquica.

A estes, juntam-se os dois nomes mais mediáticos já confirmados como candidatos do PSD no final de fevereiro: o ex-comissário europeu Carlos Moedas, a Lisboa, e o ex-líder parlamentar e vice-presidente da Assembleia da República Fernando Negrão, a Setúbal.

Recorde-se que, em 2017, o PSD teve o seu pior resultado autárquico (e que levou à demissão do então presidente Passos Coelho). Os sociais-democratas perderam oito câmaras em relação a 2013 e viram o PS reforçar a liderança autárquica, que passou a liderar 161 câmaras por todo o país (mais 11 que em 2013), 159 sozinho e duas em coligação.

Os sociais-democratas conseguiram, há quatro anos, 98 presidências de câmara (79 sozinhos e 19 em coligação), embora sem grandes variações em termos de votos e percentagens em relação a 2013, tendo somado, sozinho, 16,08% dos votos (em 2013 foram 16,70%).

ZAP // Lusa

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2 COMENTÁRIOS

  1. Esta de Rio dar nega a Santana na Figueira da Foz tem toda a lógica e no meu entender deverá ter a mesma posição em qualquer câmara onde Santana tente entrar como candidato sob a bandeira do PSD. Saiu, fundou novo partido imaginando que o povo estaria disposto a seguir as suas ambições, enganou-se, agora se não conseguir tacho arranje pelo menos um terreno para plantar batatas, está na altura, faz bem à saúde o trabalho e o ar do campo!

    • Claramente.
      O Santana, se tivese o minimo de vergonha, nunca mais pensaria sequer em ser candidato a alguma coisa pelo PSD!!
      Nem pelo PSD nem por nada, já que sempre foi uma nulidade em tudo!…

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