PSD faz pressão em Rui Rio para a Câmara do Porto

ppdpsd / Flickr

O presidente do PSD, Rui Rio

No PSD há quem defenda que não basta um nome forte como Carlos Moedas em Lisboa e que, por isso, Rui Rio se deve candidatar à Câmara Municipal do Porto.

Depois de encaixar Carlos Moedas para a Câmara de Lisboa, o PSD/Porto está a pressionar Rui Rio a candidatar-se àquela que é a segunda autarquia do país. “No Porto, Rui Rio terá de ter o mesmo empenho que teve em relação à solução que encontrou para Lisboa”, defende o social-democrata Luís Osório.

O deputado é um dos signatários de uma carta enviada em janeiro ao presidente da concelhia em que se pedia uma frente de direita com o apoio de Rui Moreira.

No plenário da comissão política concelhia de sexta-feira, Pedro Duarte defendeu que o próprio Rui Rio seria o melhor candidato que o partido poderia apresentar à Câmara do Porto. Certamente, este não seria um lugar estranho para o líder social-democrata, que foi presidente da Câmara Municipal do Porto entre 2002 e 2013.

A ideia “é criar uma frente não socialista” que englobe, eventualmente, a Iniciativa Liberal, o CDS e outras forças da cidade, bem como movimentos políticos independentes, entre os quais se inclui o movimento de Rui Moreira”, disse, na altura, Pedro Duarte ao Público.

Também Álvaro Almeida defendeu a candidatura de Rui Rio à Câmara do Porto: “O presidente do partido é o ‘às de trunfo’ do PSD (…). Existe uma possibilidade real de ganhar a Câmara do Porto”.

Embora critique a liderança de Rio no PSD, Álvaro Almeida considera que o ex-autarca do Porto é o “melhor presidente da câmara das últimas décadas”. Com a sua “experiência, notoriedade e provas dadas”, Rui Rio é a “única solução” para o partido conquistar a Câmara do Porto, argumenta.

Luís Osório não desafio Rio a candidatar-se, mas desafia-o a ser coerente.

“Não basta dizer que o Porto é para ganhar: se o Porto é para ganhar, certamente que tem um nome muito forte, reconhecido pela cidade, com currículo pessoal e profissional, e é isso que eu espero. Acho que faz mais sentido esse cenário do que ser candidato ao Porto”, diz o deputado.

“Não se pode dizer que se vai ganhar só por uma questão de retórica, por isso o que se espera é que o presidente tenha um candidato para ganhar, até porque escolher um candidato forte prestigia o partido. O PSD escolheu para Lisboa Carlos Moedas, um um candidato com provas dadas, e, no Porto, os sociais-democratas esperam ter um candidato à altura da cidade”, acrescenta.

Na capital, a confiança está em alta. Na “Grande Entrevista” da RTP, esta quarta-feira, Carlos Moedas disse estar “muito convencido” de que vai ganhar a corrida à Câmara Municipal de Lisboa. O candidato social-democrata disse que deixou tudo o que tinha: “Não tenho plano b, mudei a minha vida toda para isto”.

A sua candidatura conta ainda com o apoio de CDS e Aliança. Iniciativa Liberal planeia ter uma candidato próprio e o Chega nem sequer foi considerado.

“A minha visão do mundo não se coordena com aquela que é a visão do Chega”, defendeu Carlos Moedas, argumentando que acredita numa “sociedade multicultural”, da “diversidade e da diferença”.

Caminha: PSD aposta em ex-deputada

A distrital do PSD de Viana do Castelo aprovou e homologou a candidatura de Liliana Silva à Câmara de Caminha, onde é atual vereadora da oposição, foi esta quarta-feira anunciado.

Em declarações à agência Lusa, o presidente daquela comissão política distrital do PSD, Olegário Gonçalves, disse que a decisão de candidatar Liliana Silva nas próximas eleições autárquicas foi tomada na terça-feira à noite, em reunião daquela estrutura partidária.

Contactada esta quarta-feira pela Lusa, Liliana Silva, de 42 anos, adiantou que a candidatura será oficialmente apresentada no dia 21 de março.

Ex-deputada do PSD na Assembleia da República, eleita pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo em janeiro de 2019, Liliana Silva é atual vereadora no executivo da maioria socialista liderado por Miguel Alves, juntamente com os sociais-democratas Paulo Pereira e Manuel Marques.

A contabilista é ainda presidente da comissão política concelhia do partido.

Liliana Silva foi eleita líder local do PSD em novembro, num sufrágio a que se apresentou uma lista única e que elegeu, ainda, Rosa Máximo para presidente da Mesa da Assembleia. Pela primeira vez na história do PSD de Caminha, a liderança dos dois principais órgãos do partido está nas mãos de mulheres.

Nas autárquicas de 2017, o PS conquistou 53,15% dos votos e quatro mandatos, enquanto o PSD ficou-se pelos 39,14%, garantindo três lugares no executivo municipal. Nessas eleições, o PSD apostou na ex-autarca Júlia Paula Costa para recuperar aquela autarquia do Alto Minho, que havia perdido quatro anos antes para o PS. Licenciada em filosofia, Júlia Paula Costa liderou o executivo municipal daquela vila do distrito de Viana do Castelo entre 2001 e 2013. Aquela Câmara foi sempre liderada pelo PS, mas, em 2001, Júlia Paula Costa quebrou essa hegemonia, o que se repetiu até 2013, ano em que estava impedida de voltar a concorrer, devido à lei da limitação de mandatos autárquicos.

Na altura, pelo PSD apresentou-se Flamiano Martins, vice-presidente e braço direito da única mulher presidente de câmara do distrito de Viana do Castelo, que falhou a eleição para Miguel Alves, estreante como cabeça-de-lista autárquico que, desde então, governa com maioria absoluta.

Em janeiro, Júlia Paula Costa voltou a tribunal para ser julgada num caso em que é acusada de prevaricar por alegadamente promover concursos públicos para a contratação de pessoal com vencedores anunciados. O julgamento tem vindo a decorrer no auditório Lima de Carvalho, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC), devido ao número de arguidos, mais 19. Já em 2017, a ex-autarca tinha sido absolvida num outro caso por crimes semelhantes.

Paredes de Coura: PSD volta a apostar em Venâncio Fernandes

O ex-gerente bancário e atual empresário Venâncio Fernandes volta a ser o candidato do PSD à presidência da Câmara de Paredes de Coura nas eleições autárquicas deste ano, anunciou esta quarta-feira a distrital do partido.

Segundo o presidente daquela estrutura partidária, Olegário Gonçalves, a decisão foi tomada em reunião, na terça-feira à noite, sendo que o nome de Venâncio Fernandes “foi indicado pela distrital pelo facto de o concelho de Paredes de Coura não ter órgãos eleitos”.

Venâncio Fernandes, de 63 anos, foi deputado da Assembleia Municipal de Paredes de Coura, eleito pelas listas do PSD, entre 2005 e 2009. Esteve também ligado à vida associativa tendo, por exemplo, sido presidente da Associação de Vascões.

Atualmente, o município é liderado pela maioria plena do PS de Vítor Paulo Pereira.

Nas eleições autárquicas de 2017, o Partido Socialista alcançou 76,58% dos votos e arrecadou os cinco lugares no executivo municipal. O PSD foi a segundo força mais votada com 14,43% dos votos.

Ponte da Barca: PSD recandidata Augusto Marinho

A distrital do PSD de Viana do Castelo aprovou e homologou a recandidatura do atual presidente da Câmara de Ponte da Barca às eleições autárquicas deste ano, disse esta quarta-feira à Lusa o presidente daquela comissão política, Olegário Gonçalves.

Segundo Olegário Gonçalves, a decisão de recandidatar Augusto Marinho foi tomada em reunião realizada na terça-feira à noite.

O nome de Augusto Marinho constava na lista de 77 recandidatos a presidentes de câmara divulgada, na semana passada, pelo secretário-geral e coordenador autárquico nacional do PSD, José Silvano.

Nas autárquicas de 2017, Augusto Marinho, de 46 anos, conquistou a liderança do concelho ao Partido Socialista (PS), tendo ficado a liderar a autarquia com maioria absoluta já que elegeu quatro mandatos num total de sete. O PS ficou com três lugares na vereação.

Ponte da Barca foi o único concelho do distrito de Viana do Castelo em que o anterior autarca, o socialista António Vassalo Abreu, terminou 12 anos consecutivos a liderar a autarquia.

A partir de 2018 tornaram-se públicos os primeiros casos de instabilidade política no seio da maioria social-democrata. Em outubro desse ano, a então vice-presidente da autarquia, Maria José Gonçalves, absteve-se na votação do orçamento para 2019, alegando “não ter sido envolvida” na sua elaboração que, disse, foi decidida “unilateralmente” pelo presidente da autarquia. Dois meses depois, em declarações à Lusa, Maria José Gonçalves disse estar a ser vítima de “bullying” laboral por parte de Augusto Marinho. Em janeiro de 2019, a autarquia liderada pelo social-democrata Augusto Marinho justificou a decisão de cessação das funções de Maria José Gonçalves como vereadora em regime de tempo inteiro com a “pública desarticulação política”.

O orçamento para 2019 da maioria PSD foi viabilizado por um dos três vereadores eleito pelo PS.

Por despacho do presidente da câmara, o vereador Inocêncio Araújo passou a meio tempo e viu ainda aprovada, por maioria, a sua promoção de encarregado operacional a técnico superior da Câmara de Ponte da Barca. Em dezembro último, o orçamento para 2021 foi aprovado com o voto de qualidade do presidente, após empate na votação do documento. A vereadora social-democrata Fernanda Marques que, entretanto, entrou para o executivo para substituir José António Ribeiro da Costa, que pediu suspensão de mandato e que acabou por renunciar ao cargo, absteve-se na votação do documento.

Já Maria José Gonçalves, vereadora também eleita pelo PSD, mas que em 2019 foi destituída da vice-presidência do município e esvaziada dos pelouros que detinha, votou contra, tal como dois vereadores do PS, Pedro Sousa Lobo e Ricardo Armada.

Na reunião camarária da última quinta-feira foi aprovada, por maioria, por proposta dos vereadores do PS, a avocação de competências ao autarca social-democrata relativamente a processos de licenciamentos e de contratação pública superior a 750 mil euros.

A avocação de competências foi aprovada com os votos de dois dos três vereadores do PS, Pedro Sousa Lobo e Ricardo Armada, da vereadora social-democrata Fernanda Marques (um dos quatro elementos da maioria PSD) e Maria José Gonçalves.

Nas autárquicas de 2017, o PSD conquistou 54,15% dos votos, dando a autarquia barquense a Augusto Marinho. A aposta do PS, Inocêncio Araújo, ficou-se pelos 40,14%.

Antes de assumir a presidência do município, Augusto Marinho foi vereador do PSD, entre 2009 e 2013, tendo chegado a integrar a bancada da oposição como independente.

Além de economista, Augusto Marinho é auditor de Defesa Nacional, especializado em Políticas Públicas. Augusto Marinho iniciou o seu percurso profissional como oficial da Marinha de Guerra Portuguesa, tendo também exercido funções de docente do ensino superior nas disciplinas de Economia Monetária, Controlo de Gestão e Economia Monetária e Financeira.

Daniel Costa, ZAP // Lusa

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