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O primeiro trilionário do mundo irá fazer fortuna a minerar asteroides

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(dr) NASA

O asteróide 16 Psyche

De acordo com o que prevê o Goldman Sachs, a mineração espacial poderá tornar-se a próxima fronteira da Humanidade no que diz respeito a fazer fortunas.

Adeus bitcoins, olá mineração espacial. A empresa de investimentos Goldman Sachs acredita que o primeiro trilionário do planeta vai fazer fortuna a minerar asteroides, algo que se pode tornar realidade num futuro não muito distante.

Minerar recursos naturais é um processo que enfrenta diversos obstáculos legais. Sendo assim, é de se imaginar que a mineração de asteroides e outros objetos espaciais vá pelo mesmo caminho.

Na verdade, os legisladores já estão a debater esta questão, esperando que a mineração espacial se torne um negócio viável. Além disso, a União Europeia já tem também um marco legal para permitir que empresas recolham materiais de asteroides, arrecadando a receita obtida com a venda desses materiais na Terra.

Já existem pelo menos duas empresas, a Deep Space Industries e a Planetary Resources, com um plano relativamente avançado para começar a minerar asteroides assim que for possível.

Ambas trabalham com o Governo do Luxemburgo para que essa iniciativa se torne uma realidade, sendo que o país até já ajudou a financiar uma investigação sobre as tecnologias que seriam necessárias para que tais empresas consigam iniciar esse processo.

De acordo com Etienne Schneider, vice-primeiro-ministro luxemburguês, “o objetivo é colocar em prática uma estrutura geral para a exploração e uso comercial de recursos de corpos celestes como asteroides ou da Lua”.

Isso significa que, caso a ideia vá para a frente, em breve a Humanidade vai começar a extrair recursos naturais de outros lugares para além da Terra, o que deixa muitas preocupações quanto à sua preservação (o nosso próprio planeta enfrenta um esgotamento de recursos naturais devido a uma exploração desenfreada e sem consciência ambiental).

Este tipo de preocupação já começa a ser representada na ficção científica como, por exemplo, na série do Netflix “The Expanse”, que mostra como será o futuro daqui a 200 anos, numa altura em que os humanos já colonizaram o Sistema Solar e o planeta anão Ceres, localizado na Cintura de Asteroides, é uma espécie de fornecedor de recursos naturais para a Terra, que vive em conflito com o planeta Marte.

Ceres, por sua vez, decide se revoltar contra as condições inóspitas em que os seus habitantes vivem e é aqui que entra as Nações Unidas, entidade mundial que tenta prevenir um conflito entre as três nações espaciais.

Mas a realidade pode mesmo antecipar-se à ficção e acontecer mais cedo do que esperamos. Em julho do ano passado, a agência espacial norte-americana NASA anunciou que iria apressar os seus planos de visitar o valiosíssimo asteroide metálico 16 Psyque.

Feito quase inteiramente de níquel, estima-se que este insano mundo metálico contenha dez triliões de dólares em ferro. Se de alguma forma pudéssemos minerar os minerais do 16 Psyque e trazê-los para a Terra, a nossa economia global comparativamente ínfima de 78 biliões de dólares provavelmente desmoronaria.

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A sonda da NASA deve chegar ao asteroide quatro anos mais cedo do que o inicialmente previsto, graças à descoberta de uma trajetória mais eficiente que vai levá-la ao seu destino em 2026. Felizmente para a estabilidade económica do nosso planeta, a agência espacial só planeia observar, até porque provavelmente ainda não consegue extrair nada.

ZAP // Ciberia / CanalTech

1 Comment

  1. Este mundo esta cada vez mais louco.
    Mal se tem sido capazes de se fazer um “pequenino” buraco na Lua para se trazer umas gramas de material para se fazer análises.
    E agora estão parvamente a planear ir explorar Toneladas de matéria num asteroides…
    Se se preocupassem era em tentar resolver os problemas do planeta, não tenho a dúvida que seriamos capazes de fazer muito mais…

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